Desafios
Nenhum leitor de bom senso e com o mínimo de responsabilidade quer que os projetos industriais em andamento deem errado. Todos querem o bom desempenho da Dom Porquito, Peixes da Amazônia, Acre Aves etc etc. O problema é que o caminho construído para levantar esses empreendimentos foi à fórceps. E os problemas se avolumam.
Desafios II
A Peixes da Amazônia, por exemplo. Nasceu como tantas outras empresas acrianas: com capital de giro na lona. Como uma empresa que tem problemas para manter a qualidade e os insumos e atender os contratos atuais pode querer abarcar o mercado norte-americano?
Escala
A qualidade dos produtos da Peixes da Amazônia conquista, cada vez mais, o gosto de chefs exigentes no refinado mercado gourmet do Sudeste/Sul. O problema é conciliar a qualidade com a escala necessária para atender às demandas.
Swift
Boa fonte vinculada ao Governo do Acre informa, inclusive, que a Swift (entenda-se JBS) deu um ultimato à Peixes da Amazônia. Ou dobra a quantidade de carne prevista no primeiro contrato ou rompe comercialização.
Açougues
Nos Açougues Swift, há proteínas de toda espécie: das carnes exóticas (permitidas por lei) às carnes premium. A direção já aprovou a qualidade do que se produz na Peixes da Amazônia. O que se exige, agora, é aumento da escala de produção. E esse é apenas um cliente. Há outros, tão exigentes quanto.
Como?
Alguns integrantes de peso da Peixes da Amazônia S/A já descobriram que muito produtor com boa fama na região, na verdade, estão fora do padrão de produção. O manejo da água para produção de proteína exige regras, ignoradas pela “tradição”.
Como? II
Na prática, isso significa que em um açude que deveria ter, no máximo, 2 metros, tem 4, 5 metros, com paus e vegetação na lâmina d’água, onde há mais de três espécies de peixes. Isso aumenta custo e diminui o controle.
Solução
Com contratos a respeitar, a direção da Peixes da Amazônia não vacilou: virou as costas ao Acre e ficou de frente para Rondônia. Sempre que pode vai buscar o insumo nos açudes rondonienses.
Facções
Uma criança de apenas um ano foi a mais recente vítima nessa guerra de facções na Capital. Levou dois tiros na cabeça, em uma ação criminosa que crivou de balas uma casa no bairro Cadeia Velha.
Sem moral
Há uma situação que exige reação na área de fronteira. Militares do Acre relatam que policiais bolivianos cometeram a ousadia de tentar prender um sargento do Corpo de Bombeiros dentro do quartel da corporação em Brasileia. Não se sabe o motivo. Mas, a forma como a atuação dos policiais bolivianos precisa de intervenção.
Buraco
A Defla tá danada! Em frente à delegacia, que já está com celas interditadas por causa de depredação do patrimônio, tem um buraco enorme que já engoliu até carro. Alguém precisa cuidar dessas pequenas demandas.
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