Cobrador que acompanhava Santana deixa profissão
No velório de Raimundo Marconi Santana, o clima era de comoção pela perda precoce do homem de 38 anos de idade. Bastante abalado com a perda do filho, o pai preferiu não gravar entrevista.
Amigos e familiares lamentaram a morte do motorista durante uma tentativa de assalto na noite da última segunda-feira, 29. Ele era noivo e pretendia se casar em dezembro.
Erlândia Gomes, a noiva, conta que os dois planejam viajar para o Piauí em lua de mel. “Infelizmente não deu. Já estou com saudade. Muitas saudades”, disse.
Marconi era motorista do transporte coletivo desde 2009. Durante a tentativa de assalto, ele reagiu e levou a pior. O cobrador, que prefere não se identificar, acompanhou os últimos momentos de vida do colega de trabalho.
“Não estou querendo mais voltar para o trabalho. Vou pedir as contas e procurar outro serviço”, enfatizou.
César Silva trabalha há 22 anos no transporte coletivo. Ele resume o medo que os motoristas enfrentam diariamente pelas ruas da capital acriana. “A tendência é sair para trabalhar e não voltar mais para casa”, desabafou.


