Nível ideal essa época do ano é de 5 metros, mas capital está abaixo
O segundo semestre, na maioria das vezes, é sinônimo de seca, calor, fumaça e o nível dos rios lá embaixo especialmente na região do Alto e Baixo Acre. Tudo isso acarreta em algumas consequências.
“A começar pela questão do abastecimento de água nas comunidades, na cidade começa a ter dificuldade na captação da água por causa do baixo nível. Já na zona rural temos um lençol freático que reflete o mesmo nível do rio Acre, deixando pessoas abastecidas somente por poços e represas”, afirmou o major Cláudio Falcão.
O rio Acre dá sinais de que a estiagem tende a ser severa este ano. Além disso, os números da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros corroboram. “Nós mobilizamos os órgãos e convocamos para fazer frente em uma ação. Estamos com um plano de contingencia junto com os bombeiros, e o Pelotão Ambiental”.
“Ainda contamos com as secretarias de meio ambiente municipal e estadual para fazermos frente neste momento de dificuldade. A Defesa Civil Municipal dentre outras ações vai realizar o abastecimento com caminhões pipa nas comunidades próximas a zona urbana para tentar minimizar os danos”, explicou Falcão.
Ainda segundo os dados da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, o nível ideal do rio Acre para esta época seria de 5 metros, mas a média tem se mantido em 3,40 metros. Na semana passada, uma reunião técnica foi realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para traçar as ações com intuito de amenizar os efeitos do período mais seco do ano.
Ele também salientou o papel da sociedade para que o planejamento elaborado pelas autoridades seja eficiente. “Nós temos campanhas educativas para conscientizar as pessoas para que nesse momento elas abandonem vícios antigos e cultivando novas culturas, como a economia de água e o não uso do fogo”, concluiu o major.
Informações do repórter Marcio Souza para a TV Gazeta.


