Claro que não
É claro que a postura dos deputados estaduais Roberto Duarte (MDB) e Gehlen Diniz (PP), líder do Governo na Aleac, não foi adequada. Faltou civilidade. Os gestos de agressão fortalecem a imagem do macho alfa, mas enfraquecem a civilidade. Ambos erraram. Ponto. O nível do debate, seja qual for o tema, deve ser outro.
Tema
E qual foi a causa da briga entre os parlamentares? O bendito decreto do Executivo que prejudica empresas locais; que a Acisa já se pronunciou sobre; que o governador já até se desculpou.
Focinheira
Agora, para além da contenda entre os ilustres parlamentares, o que fica cada vez mais evidente é a falta de tato do líder do Governo, Gehlen Diniz. Ou doma o ímpeto ou o governo vai ter sérios problemas ali dentro. Em alguns casos pode até aumentar a fatura política para votações importantes para o Palácio Rio Branco.
Cuidado
O governador Gladson Cameli poderia observar com cuidado as barbeiragens do presidente Jair Bolsonaro, sobretudo no que se refere estritamente na relação do Planalto com o Congresso.
Paradoxo
Eleito da forma que foi, a derrota de terça-feira (19) na votação que suspendia um decreto assinado pelo vice-presidente Hamilton Morão que alterava a Lei de Acesso à Informação beira o constrangimento. Em tese, pelo desempenho demonstrado nas eleições, o presidente Bolsonaro não deveria estar passando por esse aperreio.
Mas…
Mas o fato é que o ambiente de intrigas; de mistura dos mimos familiares da prole presidencial com a rotina de governo; da falta de uma interlocução eficaz com o Congresso não conseguiu delimitar uma base de sustentação sólida de apoio parlamentar.
Então…
É justamente este o alerta. Quem, no Palácio Rio Branco, está cuidando desta delimitação de uma base parlamentar sólida aqui na Aleac? Os ensaios de articulações políticas, por enquanto, ou falharam ou não foram convincentes.
De lascar
Neste ano já são 1.116 casos de dengue. Em 2018, foram 303 casos.
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