Efeitos
O 1º secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, deputado Luiz Gonzaga (PSDB), começa a sentir os efeitos (já previstos) da manutenção do ex-presidente Ney Amorim no parlamento.
Efeitos II
Mantido como referência do Palácio Rio Branco dentro da Aleac, Ney Amorim vai, naturalmente, tentar manter (e ampliar) a sua rede de influência na gestão da Casa. E tem todos os elementos para isso.
Coçada na nuca
Na manhã desta quarta-feira, Luiz Gonzaga foi informado de que o presidente Nicolau Junior, orientado pelo assessor político do Governo na Aleac, fez uma reunião com representantes de meios de comunicação para tratar de “parcerias”.
Coçada na nuca II
Detalhe: o 1º secretário não foi convidado, mas dois ex-assessores de Ney Amorim estavam por lá, sendo olhos e ouvidos do eterno chefe. Gonzaga teve que buscar luz e calma meditando nas diversas viagens que fez à Índia. Coçou a nuca, apertou os olhos e se dirigiu ao informante: “Bem… se eles querem fazer esse tipo de conversa sem a minha presença algum motivo eles têm, não é? Mas para firmar qualquer relação têm que ter a minha assinatura, não tem? Pois bem. Vamos ver quem fala por último”!
Desobediência estratégica
Mas há outro problema mais grave que o presidente, Nicolau Junior, e o 1º secretário, Luiz Gonzaga, podem não estar cientes de alguns detalhes. Trata-se de um informativo, assinado pela secretaria executiva da Mesa, determinando que os servidores, a partir do dia 11 de fevereiro têm os expedientes de trabalho estipulados das 8 horas às 14 horas e das 13 horas às 18 horas, com relógio de ponto.
Resta saber
É preciso que Gonzaga e Nicolau perguntem ao ex-presidente Ney Amorim se ele concorda com essa nova postura da Mesa Diretora.
O último bastião
Pelo visto, Luiz Gonzaga terá, nos próximos dois anos, motivos de sobra para praticar a arte da meditação.
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