Contemplado
O presidente da Assembleia Legislativa, Ney Amorim (sem partido), não vai ter que ser sustentado pela esposa quando entregar o mandato conforme apregoou. O governo Gladson Cameli (PP) planeja colocá-lo para dirigir o Detran a partir de fevereiro do ano que vem.
Pendurados
Deputados da base de sustentação de Tião Viana (PT) que se reelegeram permanecem fiéis a ele, para manter os cargos até 31 de dezembro. Depois dessa data, transferem a fidelidade para Gladson Cameli.
Interesses
Isso ficou visível na votação dos projetos de interesse do Executivo na sessão extraordinária realizada na tarde desta terça-feira. Um deputado da base que andava “rebelde” caiu na lábia de outro cujo interesse era intermediar a negociação de uma empresa com o Governo do Estado e acabou dando quórum para a votação.
Interesses II
No encontro das contas “empresa X Governo do Estado”, o saldo para a empresa depois de descontados os impostos e etc, é de R$ 600 mil. A metade ficará para o intermediador pagar as contas de campanha fracassada.
De olho
Deputados mais experientes veem com apreensão a movimentação de José Bestene que, aparentemente, se retirou da disputa pela presidência da Assembleia Legislativa para comandar a Secretaria de Saúde, através do sobrinho dele, Alison Bestene. O temor é que na última hora, ele apareça como candidato. Vale lembrar que a posse do governador e sua equipe é no início de janeiro e a dos deputados e a consequente eleição da presidência só acontece um mês depois. Ou seja, depois de Alison Bestene empossado.
Cabeças brancas
José Bestene conta com o apoio dos “cabeças brancas” da atual oposição. Mais que isso, os cabeças brancas estão lutando para emplacar Bestene na presidência do Legislativo. Esse grupo é formado por aqueles que tinham vínculos com José Bestene como presidente da Assembleia Legislativa e como secretário de Saúde.
Barbas de molho
A movimentação dos “cabeças brancas” entretanto está deixando o grupo mais jovem de orelha em pé e pronto para se contrapor. Eles temem a ascensão dos “antigos” no governo Gladson, por entenderem que foram as práticas nada ortodoxas do grupo que levaram à ascensão do PT. E, se quiserem evitar que o Partido dos Trabalhadores retorne por mais 20 anos, precisarão ter cautela.
Amigo
“Gladson Cameli é meu amigo pessoal”, depois de uma vitória estrondosa como foi a do governador eleito, essa frase é comum. Só soa estranha na boca do deputado Jonas Lima (PT).
Adversário
Enquanto Jonas jura amizade à Gladson, Gehlen Diniz (PP) permanece como adversário de Nicolau Júnior (PP), na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa. Não arreda um milímetro e vai conseguindo votos na oposição à Gladson. Se o governador eleito não agir com determinação, vai ver o partido dele se esfacelar em disputas dentro da Assembleia Legislativa.
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