Auto sabotagem
O coronel Ulysses, candidato ao governo do estado pelo PSL, é o tipo de político fogo de palha: dá forte e passa logo. O que prova que má estratégia e leitura política equivocada podem implodir o nascimento de uma liderança. Justamente quando o nome dele se fortalecia como a opção entre os que não queriam mais do mesmo, nem a novidade vazia de sentido, ele renuncia a possibilidade.
Auto sabotagem II
Desistir da candidatura para ser suplente de Marcio Bittar (MDB) é algo que não entra na cabeça dos membros do PSL. Eles avaliam que Ulysses enterra a nascente carreira política: a derrota de Marcio enterrará todas as possibilidades de Ulysses.
Família
O coronel Ulysses alega problemas familiares para justificar a desistência da candidatura e o apoio à Gladson Cameli (PP). Uma pesquisa básica no facebook da esposa de Ulysses pode mostrar o centro do problema familiar. Não há nenhuma menção à candidatura do marido. Em uma reunião, ela esclareceu: “esse é o sonho dele, não o meu”. Não precisa nem ser bom entendedor…
Na real
Na real, todos sabem que Ulysses não venceria essa eleição, mas a campanha fortaleceria o nome dele para as próximas e ele tinha toda a chance de se transformar em uma liderança política. Com esse “faz que vai mas não vai e acaba ‘fondo’”, quebrou a confiança de correligionários e simpatizantes. E confiança só quebra uma vez.
Outro caminho
O PSL do Acre não seguirá o líder. Se Ulysses for, vai sozinho. No máximo, acompanhado por Jamil Asfury. O resto vai tentar se reestruturar em torno da candidatura de Tião Bocalom.
Freguês
Coitado do Tião Bocalom. Ele é freguês. Em toda a eleição enfrenta uma traição.
Viagem
Nos bastidores, o que mais se fala é sobre a possibilidade do governador Tião Viana se mudar do Acre assim que concluir o mandato. Itália, Portugal, Estados Unidos são destinos prováveis. O Acre é o melhor lugar para se viver. Mas, há sempre um Acre esperando por você na Europa.
Mistério
O governo Tião Viana trabalhou com 3 ex-superintendentes da Polícia Federal- delegado Dirceu no Iapen, delegado Paixão na inteligência e delegado Reni Graebner como chefe da pasta de Segurança. Tanta gente capacitada e bem informada e nenhum teve a coragem de informar sobre a possibilidade da vinda das facções? Estranho! Muito estranho.
Sim sim não não
Eleição plebiscitária. A desistência de Ulysses vai descambar para aquilo que Flaviano Melo disse ao site AGazeta.Net há tempos atrás: de que a oposição “no momento certo” saberia construir a unidade. Não se sabe ao certo a que preço. Mas, que a unidade em torno do anti-petismo vai se consolidando, é inegável.
Polos de ferradura
O movimento “Por um Acre mais Produtivo”, vinculado às principais federações e associações empresariais e industriais, faz a rodada de conversa com os candidatos ao Governo do Estado. Uma forma diferente de expor ao eleitor que a diferença entre os dois principais nomes em disputa é quase nenhuma.
Simples
O movimento “Por um Acre mais Produtivo”, coordenado pelas principais associações e federações empresariais do Estado, chama os candidatos ao Governo para uma conversa. Ouvem o que os candidatos têm a falar sobre o setor e apresentam um conjunto de propostas. Uma dessas é que a coluna chama atenção: elevar o sublimite do Simples.
Simples II
Esse é um tema caro ao Governo do Acre. Aqui, 80% do ICMS são pagos por apenas 100 empresas e os outros 20% pelas demais 40 mil empresas. Uma economia cuja principal fonte de recursos próprios é custeada por poucos. O Governo do Acre não quer nem saber de mexer nisso porque entende que haverá perda de receita. Já os empresários cujo faturamento ultrapassa os R$ 1,8 milhão por ano pressionam pela elevação do sublimite.
Nem este…
Fonte ligada à Secretaria de Estado de Fazenda é direto quando trata do assunto: “nem este governo vai mexer no Simples e nem o que virá”. Os cadidatos que estão se comprometendo a respeitar as propostas do movimento “Por um Acre mais Produtivo” estão assinando tudo o que encontram pela frente em busca de voto e apoio. É bom atentar pelas cobranças que virão a partir de 1º de janeiro de 2019.
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