Equívoco
O candidato do PSOL à presidência da República, Guilherme Boulos iniciou a agenda de visitas aos estados pelo Acre. O escolha se deu pela tradição de luta dos acrianos. Mal sabe ele que noves fora Chico Mendes, o povão é Bolsonaro.
Dificuldade
Da luta de Chico Mendes, restou a história e o primo dele, Raimundão de Barros. Até Marina Silva pulou tanta amarelinha no tabuleiro político que fica difícil enquadrá-la.
Baixas
O PT, o PDT e o PCdoB foram os partidos que mais perderam lideranças para o PSol. Cláudio Ezequiel liderou o grupo de petistas que migrou para o PSol e Frank Batista os comunistas que se filiaram ao partido de Boulos.
Altas
Em compensação, o grupo fortalece ideologicamente o PSol que, no Acre, andava na contramão da nacional. O partido chegou a funcionar nas dependências do PSB de Petecão. E teve o ápice do descrédito quando o então presidente gravou um vídeo pelado.
Fermento
Deputado fiel ao governador reclama da tática equivocada do Governo do Estado que ao tentar sabotar as candidaturas de Ney Amorim (PT) ao Senado e Raimundinho da Saúde (PODEMOS), só faz diminuir os votos para Marcus Alexandre (PT). Na Baixada da Sobral, a maioria dos eleitores mudou o voto para um dos adversários de Alexandre por entender que Ney e Raimundinho estão sendo perseguidos.
Ungido do PT…
Guilherme Boulos (PSol) tem a preferência da militância mais à esquerda do PT, que não está muito disposta a encarar um Fernando Haddad, por exemplo, só porque Lula mandou.
… e do PCdoB
Ele ocupou também o vácuo deixado pela falta de criatividade de Manuela D’Ávila (PCdoB). A militância de esquerda do PCdoB se sente mais representada por Boulos do que por Manuela que foi buscar a benção de empresários e visitar generais doentes. Para a militância, apenas mais do mesmo já visto no governo de conciliação do PT.
Presenças
Na palestra do candidato do PSol, no auditório da Adufac, chamou a atenção a presença da secretária de Estado da Mulher, Concita Maia, em pé, encostada na parede de um auditório superlotado, sem que ninguém oferecesse uma cadeira. A Ufac tem o dom de mostrar à realeza seu dia de plebeia.
Cacique depenado
O ex-prefeito de Cruzeiro do Sul Vagner Sales (MDB) declarou que não tem condições de arcar com os custos do processo que o condenou por improbidade administrativa, por não ter renda. Vagner tem um patrimônio avaliado em mais de R$ 10 milhões.
Na sombra
A engenheira Maria Alice (MDB), eterna sombra de Flaviano Melo, do mesmo partido, orbita em torno da política há anos. Sempre nos bastidores. Ela já foi casada com o médico Júlio Eduardo, o Julinho, mas rapidamente voltou para a casa política do coração. Agora o senador Sérgio Petecão (PSD) decidiu tirá-la parcialmente das sombras. Ela será a segunda suplente do senador. Se 1° suplente não é nada, imagine 2°.
Decisão
O pleno do Tribunal de Justiça julga na sessão desta quarta-feira, o polêmico projeto da Associação de Pastores do Acre, intitulado, Estatuto da Família. 12 desembargadores decidirão entre os direitos da população e o direito dos pastores.
Sistema S
Em tramitação no Congresso, o polêmico PL 10.372/2018 e a PEC 432/2018. A ideia é destinar 25% da verba do Sistema S (algo em torno de R$ 32 bilhões) para a Segurança Pública. Na ponta da caneta, iria para o Fundo Nacional de Segurança Pública algo em torno de R$ 8 bi.
Sistema S II
O fato é que o grupo de 12 parlamentares que formulou o PL e depois os “legisladores de toga”, liderados pelo ministro Alexandre de Moraes acabou mexendo em feridas antigas e nunca cicatrizadas de fato.
Acre
Aqui no Acre é um bom exemplo disto. O presidente da Associação Comercial e Industrial do Acre, Celestino Bento, defende a ideia de que não se deve haver mesmo recurso para alimentar o sistema da forma como se apresenta atualmente. “O Sistema S virou um cabide de emprego”, dispara. “Não há mais sentido nem razão para existência de um sistema que cria uma competição desleal. Se defendemos o livre mercado, então que façamos isso, sem subsídio, sem amparo oficial”.
Primo
Há uma anedota local que compara a Acisa e as instituições do Sistema S, por exemplo, como a encarnação do “Primo Rico” e “Primo Pobre”, em alusão às personagens de Paulo Gracindo e Moacyr Brandão no programa “Balança, mas não cai”.
Primos II
A Acisa é mantida com verba dos próprios empresários locais. Paga pela realidade econômica do Acre. Enquanto isso, empresários ligados às instituições do Sistema S (Sesc, Senac, Sesi, Senai, Sest, Senat, Senar, Sebrae) têm realidade bem diferentes.
Privado
Para quem ataca o projeto de lei, a contribuição do sistema é privada. E, por isso, entende que a proposta do PL é inconstitucional.
Aberto
Referências do sistema S foram procuradas pela coluna, mas não foram encontradas. O espaço está aberto para declarações.
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