De olho
Comentários nada favoráveis nos bastidores políticos, sobre bandeira contra o aborto levantada por um candidato. O problema é que este dito parlamentar só reconheceu um filho que teve fora do casamento quando o rapaz estava com 16 anos de idade. Um prato cheio para os críticos que consideram isso “aborto masculino”.
De olho II
A história enterrada é digna de uma novela mexicana. O dito político nunca contribuiu para a sobrevivência ou educação do filho. E só admitiu que era pai do garoto porque um fofoqueiro contou para a esposa dele. Nada disso seria explorado pelos adversários políticos se o candidato não tivesse tido um surto de moralidade para conseguir votos.
Esquema
A polícia tem conhecimento (só não assume) de um esquema de falsificação de carteiras de visitantes dos presídios. Cada carteira falsa custa R$ 400. Tem gente aqui fora ganhando muito dinheiro com isso.
Esquema II
Foi graças a uma carteira dessas que na semana passada, um preso ganhou a liberdade, saindo pela porta da frente do presídio Francisco de Oliveira Conde.
Desespero
O senador Jorge Viana (PT) está realmente fora do eixo. O “carão” que ele passou no prefeito de Mâncio Lima, Isaque Lima (PT), é prova disso.
Carão
O prefeito Isaque Lima é bem avaliado pelos munícipes. Que culpa tem se naquele município 70% dos eleitores preferem Gladson Cameli (PP)? Nada. Não fosse o fato de Isaque Lima ter prometido voto a Sérgio Petecão (PSD).
Tranquila nada
O líder do governo, Daniel Zen (PT), é outro que anda com os nervos à flor da pele. De candidato com reeleição garantida e cargo de presidente da Mesa Diretora garantido, passou para a lista dos candidatos em situação indefinida. O motivo disso é a rebelião na base dele, a Educação. Rosana Nascimento pedindo votos para os candidatos de oposição está fazendo um estrago.
Prevenção
Presidente do TRE vai pedir auxílio das forças federais para garantir a tranquilidade no dia da eleição. Voto obrigatório e milicos armados nas ruas parecem mais uma imagem de algum filme antigo sobre a ditadura militar no Brasil.
Clandestina?
A visita da presidente do Supremo Tribunal de Justiça e do Conselho Nacional de Justiça, ministra Cármen Lúcia, ao Acre foi de tamanha discrição que quase é possível dizer que foi clandestina. A falta de transparência foi responsável até por um “choque de versões” do próprio Judiciário. A TV Justiça disse que ela fez vistoria em presídio e pediu aos magistrados acrianos rapidez no julgamento dos processos envolvendo presos provisórios.
Nada disso
Mas, técnicos do próprio TJ/AC asseguram que não houve nada disso. Segundo esta fonte, ela fez uma visita porque foi uma promessa que ela havia feito, recebeu o Colar do Mérito Judiciário, recebeu flores, ficou duas horinhas no velho e bom Acre e voltou por onde veio.
Mas…
Mas, que é estranho… isso, é! Uma presidente de um poder, como o Judiciário, vir em lugar quase incerto e quase não sabido, recebe flores, um colar, toma água e volta para casa… hummmm. No mínimo, dá direito à desconfiança.
“Blindagem”
A única leitura que é possível fazer sobre o episódio da vinda da ministra Cármen Lúcia ao Acre da forma como ocorreu é a seguinte: tentar blindar a agenda oficial da “política”. Como boa mineira e cumpridora de palavra, ela havia prometido vir ao Acre à presidente do TJ, Denise Bonfim. Como deixa o cargo de presidente do STF e do CJN em setembro, ela dificilmente teria outra espaço na agenda para estar aqui. Veio. Quase clandestina, mas veio.
Mas…
Mas, do ponto de vista da liturgia do cargo, há que se reconhecer que não foi uma conduta diplomática. Se ela ficou melindrada com as críticas de Tião Viana no encontro de governadores ano passado; se a relação entre Justiça e Política anda muito tensa… paciência. O cargo exige o respeito a alguns ritos.
Não há vagas
Assessoria do MPF faz uma retificação em informação que circulou na imprensa local relacionada a processo seletivo para formação de cadastro de reserva de quem quer estagiar no órgão. Foi noticiado erradamente por alguns órgãos de imprensa que haveria disponibilidade de vagas para o Acre. Não há. São oito vagas para os estados do Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima, Tocantins e Distrito Federal.
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