Mais dinheiro
Os 18 sócios privados do Acre que integram a Peixes da Amazônia S/A estão com uma nova fatura a pagar. Eles têm que aportar mais R$ 2 milhões nos próximos meses. É uma condição que o Fundo de Investimentos em Participações impôs ao grupo para aplicar mais R$ 10 milhões no empreendimento.
Capital de giro
Com esse aporte a direção da empresa esperar resolver os problemas de capital de giro.
Pois é…
O que fica difícil de entender é como o Governo do Acre apresenta um projeto desse quilate à iniciativa privada e aos comunitários sem contar com aquele rico dinheiro que faz a máquina toda girar. Falta de capital de giro é o gargalo da maior parte das empresas do Acre. O governo, na oportunidade de ser pedagógico, descamba para o mesmo erro.
Muleta
E não adianta colocar problemas de infraestrutura elétrica como explicação que não cola. Faltou avaliar melhor a sustentabilidade das outras cadeias produtivas associadas à produção do empreendimento.
De Rondônia?
Deveria ser constrangedor para a direção da Peixes da Amazônia ter que trazer peixes de Rondônia para honrar compromissos com clientes.
Remar
Não se trata de “remar pra trás” ou ter visão pessimista: o escopo do projeto pode ter sido mal avaliado e a fatura na mesa de negociações chega agora. Ninguém em sã consciência é contra a ampliação da base produtiva do Acre. Todos torcem pelo sucesso da Peixes da Amazônia. O problema é que se executou um projeto grandioso demais para uma realidade de produção agrícola muito miúda e com problemas estruturantes ainda a serem resolvidos.
Perspectiva
O problema para os 18 investidores privados da Peixes da Amazônia S/A é a falta de perspectivas. Conseguir mais R$ 100 mil ou R$ 120 mil de cada um deles para aplicar novamente no projeto vai resolver o problema definitivamente? A sensação de quem investiu é de que não vai. E a falta de perspectiva é veneno perigoso em ambiente de negócios.
FIP
O Fundo de Investimentos em Participação informou que faria a alocação de mais R$ 3 milhões caso os investidores privados da Peixes da Amazônia S/A colocassem R$ 1 milhões. E os outros R$ 7 milhões, caso os investidores privados alocassem mais R$ 1 milhão.
Retorno
O que os investidores querem é dinheiro. Querem ver, no bolso, o retorno daquilo que já foi investido. É lógico!
Ufac
O que não acontecer dentro da Ufac não acontece em mais nenhum outro lugar.
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