Obsessão
Apesar da reação negativa à derrubada do veto da prefeita Socorro Néri (PSB), os pastores evangélicos não desistem de aprovar o Estatuto da Família também na Assembleia Legislativa. O presidente da Associação de Pastores, Paulo Machado, quer por que quer uma audiência com o presidente do Legislativo, Ney Amorim (PT).
Obsessão II
Paulo Machado quer explicações do motivo do projeto deles não ter sido encaminhado à CCJ. Ora, pastor, não foi encaminhado, porque, oficialmente, nem deu entrada. O deputado Manoel Morais (PSB), no colo de quem jogaram a bomba, foi orientado a não mexer nele sob pena de perder a eleição.
Radicais
Mas, a Ameacre elaborou uma estratégia: os pastores vão se reunir com o presidente para que ele dê um jeito na situação. Não se sabe muito bem que jeito seria esse, se seria exigir que o deputado Manoel Morais apresente o projeto. Enfim, eles pretendem dar um prazo de uma semana. Se nada acontecer, vão protocolar o projeto que cria o Estatuto da Família no gabinete de Jairo Carvalho (PSD). Aí, Jairo apresenta o projeto.
Radicais II
Enquanto os deputados querem evitar a todo o custo o desgaste de votar um projeto desses em ano de eleição, os pastores querem é ver o circo pegar fogo. Eles querem obrigar os deputados a mostrar a cara, antes da eleição. Os que forem contra serão brindados com a ira santa.
Esperteza
Marcus Alexandre (PT) armou e se deu mal. Ele combinou com o vereador Artêmio Costa (PSB) que iria aprovar o Estatuto da Família. Mas, vazou antes, temendo se meter no olho do furacão. Jogou a batata quente para a sucessora, Socorro Neri (PSB), e pensou que saía limpo da história. Que nada! Mais chamuscado, impossível.
Mulheres
Ah essas mulheres! Foi Yolanda Fleming (MDB) quem acabou com o monopólio do transporte coletivo na Capital. A única que teve coragem. Agora, Socorro Neri, também honrando a saia, foi a única a ter coragem de dizer um não na cara da Ameacre e da Câmara de Vereadores juntas.
Na estrada
Deputados em campanha aproveitaram o feriado de amanhã e estão todos pelo interior, em busca dos preciosos votos. Voltam sempre muito animados desses périplos. Às vezes, a animação termina com a apuração dos votos.
Tal, qual
É que o eleitor está cada vez mais parecido com o político: jura amor eterno e hipoteca os votos da família todinha para todos os candidatos que o procuram. Se bobear, ainda levam alguns reais de cada candidato.
Contas
A Associação dos Militares do Acre faz contas. Diz que o Acre tem 2.424 policiais na ativa. Não são 2,7 mil como chegou a ser noticiado em alguns sites locais. Em cinco anos, o Estado terá um problema a mais para administrar: nesse período, aproximadamente 800 policiais vão entrar para a reserva.
E…
Ocorre que o Governo do Acre não tem conseguido repor essa mão de obra que vai vestir pijama. O concurso mais recente coloca 250 novos policiais. A conta não fecha. A AME exemplifica com o município de Feijó: onde há até pouco tempo havia 80 policiais, hoje há 40.
Em comum
Há um ponto em comum entre o que defende a AME e o Governo do Acre: é necessário o Governo Federal observar que fazer Segurança Pública no Acre exige tratamento diferenciado. “Não é possível achar que o mesmo quantitativo de policial para o Acre e para os estados da Amazônia cobre a mesma área de uma cidade como São Paulo, por exemplo”, compara o presidente da AME, Joelson Dias.
Ocupação horizontal
Dias avalia que a situação aqui no Acre exige uma “ocupação horizontalizada”. Por não ter muitos prédios e ter muitas áreas de floresta (mesmo em cidades) há necessidade de contratação de mais policiais. Associado a isso, o uso de tecnologias adequadas a essas áreas. O uso de tecnologias e maior contratação de pessoal aumentariam a eficiência da PM no Acre.
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