Guerra …
Áudio de pastor garantindo que o veto da prefeita Socorro Neri (PSB) será derrubado na Câmara de Vereadores mostra como os evangélicos pretendem levar essa disputa até as últimas consequências. O pastor do áudio faz uma ameaça clara. Ele diz textualmente que os pastores não poderão segurar os seus, caso o veto não seja derrubado, porque entre eles tem muita gente de facções criminosas que atuam na capital.
… Santa
Esperto, o pastor se corrige e diz que são pessoas que trocaram a facção pela igreja. O que não muda nada, porque ao que parece a pessoa sai da facção para a igreja, mas, a facção ou a prática não sai dela.
Agora…
Agora, pronto! O tal Estatuto da Família vai ser defendido por integrantes de facção ungidos/renascidos. E quem critica a pérola do PL corre risco de morte. É o Acre! Por aqui, só falta mesmo o poste urinar no cachorro! Como diria um velho samba de Chico Buarque, “… chamem o ladrão…!”
Caso de investigação
Aliás, muita gente vem questionando por que as forças policiais não investigam essa “simbiose” entre as igrejas evangélicas e as facções. No Belo Jardim, por exemplo, vários casos de famílias que tiveram as casas “arrochadas” pelas facções criminosas tiveram os imóveis devolvidos quando os chefes do crime souberam que frequentam alguma igreja evangélica.
A mão armada
Complicada essa história de querer invadir o céu à mão armada. Crime é crime, independente do credo.
Se benze
O deputado Jairo Carvalho, pastor, genro de pastor e coordenador da bancada evangélica na Assembleia Legislativa se benze cada vez que citam um projeto que beneficia a comunidade LGBT. Não estranhem se o encontrarem em uma procissão de Nossa Senhora Aparecida. Vira católico, mas não aprova nada que tenha a ver com homossexualismo.
Ligou
Marcus Alexandre, o pré-candidato ao Governo do Estado pela Frente Popular do Acre, ligou. Diplomático, disse que queria “corrigir” uma informação repassada à coluna. A nota falava a respeito da rotina de campanha que já se vive no interior, sugerindo algumas nuances na relação Marcus, Jorge e Ney.
Ligou II
O texto dizia que Marcus não teria ido a um evento do PDT em Sena onde estava o Ney por ter ido com Jorge Viana a Cruzeiro do Sul. “Foi justamente o contrário”, disse. “Eu e o Ney fomos conceder entrevistas nas rádios enquanto o Jorge e o Emylson foram para o encontro do PDT”. Feito o registro.
Abrinq
Ser o 5º estado do país onde mais há casos de homicídios de jovens com até 19 anos arrebenta com qualquer retórica. O documento Cenário da Infância e Adolescência no Brasil mostra que dos 361 homicídios ocorridos no Acre, em 2016, 79 tiveram como vítimas jovens com até 19 anos. São 21,9%. É muita coisa.
Abrinq II
Os dados têm como referência o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde de 2016. O Acre mata mais jovens do que o Rio de Janeiro, por exemplo (21,2%).
Histórico
Vale lembrar também que os jovens com até 19 anos de hoje são pessoas que nasceram, cresceram e morreram em governos da Frente Popular. É um ciclo de exclusão que um mesmo grupo político fez nascer e foi competente em eliminar.
SEE
Entre os indicadores sociais da pesquisa Abrinq, está a “escolaridade”. A Secretaria de Estado de Educação foi provocada a se pronunciar. Deu o silêncio como resposta. A Secretaria de Estado de Segurança Pública retornou a ligação. O secretário Wanderley Thomaz avaliou que um dos fatores que complicam o cenário é a ausência do Governo Federal com a vigilância de fronteira. Foi diplomático em dizer que há parcerias com as forças de segurança federais que existem, mas que “poderia ser muito mais expressiva”. Feito o registro.
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Foto: Cedida/Selmo Melo

