Acordão
Vai ter acordo entre MDB e a chapa de apoio a Gladson Cameli. O encontro do partido liderado por Flaviano Melo no Acre vai recompor as peças quebradas do tabuleiro na última semana. É um cálculo que tem o peso do “símbolo” e das “tabelas Excel”. O símbolo guarda relação com a ideia de união para retirar o PT do poder no Acre. E as tabelas Excel servem para contabilizar votos a partir da formação das chapas para federal e estadual. Este é um debate difícil.
Acordão II
“Passamos os últimos anos dizendo que o Gladson era o nosso nome para conseguir chegar ao Governo do Estado e, agora, de uma hora para outra, vamos negar isso por causa de melindres, de vaidades?”, perguntou a deputada estadual Eliane Sinhasique. “A gente precisa ter maturidade na política. Não podemos dar uma de rebelde. Tenho aprendido que a Política é a arte de engolir muitos bichos pelo bem comum”.
Fator
Esse tom conciliador da deputada não é direcionado a ninguém específico. Mas, se encaixa perfeitamente para o “fator Marcio Bittar”. Sobre ele, a parlamentar é enfática. “Quanto a isso, não deveria haver surpresa. Marcio veio para o MDB sabendo que nós apoiaríamos o Gladson. O Gladson se atrapalhou na escolha do vice, mas tudo bem, vamos pra frente. É com ele que vamos disputar. Não tem que ter surpresa quanto a isso. Se ele articulou com o DEM, o DEM está com o Alan que está com Gladson. Vamos deixar de melindres e passar a pedir votos”.
Nota do Flaviano
A nota do deputado Flaviano Melo, divulgada no último sábado, foi estranha para quem conhece o perfil conciliador e ponderado do parlamentar. “Aquela nota foi feita a muitas mãos. E, naquele momento, havia muito ressentimento. Tinha gente muito magoada. Saiu daquele jeito. É como um casamento. Tem brigas, tem atritos. Mas, vamos seguir em frente”.
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