Eduardo Ribeiro
Eduardo Ribeiro pode ser candidato ao Governo do Acre pela Rede Sustentabilidade. A proposta foi feita na noite de sexta-feira. A conversa teve, inclusive, a porta-voz do partido em todo país, Marina Silva. A Rede no Acre, Carlos Gomes, estava em busca de um nome para disputar o Governo do Estado.
Eduardo Ribeiro II
Encontrou no jovem advogado o perfil ideal. Ribeiro teve uma passagem relâmpago pelo Incra indicado pelo deputado federal Flaviano Melo (MDB/AC). O trabalho foi curto, mas o suficiente para mostrar a essência do perfil: gestor por natureza.
DNA
Eduardo Ribeiro traz um DNA que a Rede adora: é uma pessoa que prioriza a execução de um programa. No Incra, com os poucos recursos que dispunha, conseguiu dialogar com parte dos servidores (que não lhe travaram o trabalho) e com assentados. Não deslanchou mais em função das interferências políticas que não paravam de lhe incomodar e com as quais ele não concordava. Pediu para sair.
Roteiro
Esse roteiro que mistura respeito a um programa com a convicção em torno de um modo de trabalho técnico soa como poesia para a Rede Sustentabilidade. Além disso tudo, Ribeiro é o rosto jovem na política regional.
“Ao seu critério”
Os pais do jovem advogado, a médica Dilza Ribeiro e o presidente do TCE, Valmir Ribeiro, acenaram cartão verde. “Fica ao seu critério. A decisão é sua”.
Nota
A Nota Pública do MDB foi acima do tom. Ainda mais em se tratando de Flaviano Melo, sempre diplomático e bom de cálculo. Mas, o texto deu o recado. O roteiro foi o seguinte: quis transparecer que o MDB foi convidado a participar do processo, aceitou, combinou e foi vítima de traição.
Fim da nota
Com uma ressalva. No fim da nota, há um venenozinho: fica sugerido que o MDB guarda coerência com a trajetória de oposição ao PT e à Frente Popular. Gladson, quando foi deputado federal, era parte da base de apoio do Governo do Acre na Câmara dos Deputados.
Como está?
Há vários problemas a se analisar nesse roteiro mal conduzido. Um deles diz respeito ao próprio MDB. Quem é o MDB hoje no Acre? Usando uma planilha Excel, é possível ser levado pelo raciocínio de que a decisão de Cameli foi acertada. Contabilizando votos, militância, o que o Glorioso tem a oferecer? O que foi o MDB e como ele está? Hoje, é um partido “atrativo”? Em quê?
Simbologia
Essas são perguntas que tentam tratar a Política como uma equação matemática, exata, cartesiana. Mas, a Política está longe de usar essa régua. A Política trabalha com o imponderável, com os símbolos, com agregação, com capacidade de manter junto até as forças que são contraditórias. É nessa seara que a coluna vem batendo na tecla do erro na condução por parte do pré-candidato Gladson Cameli.
Rocha
Não se trata de saber se Rocha agrega ou não votos. O deputado Wherles Rocha é, para alguns, o parlamentar que melhor simboliza o “antipetismo” no Acre. Pode até ser. Mas, o processo que lhe levou à condição de vice na chapa foi demasiadamente traumático. Esse é o ponto: a falta de liderança permitiu essa nova condição das forças de oposição.
“Conversinha”
As ironias que lembram diversos episódios da história política do Acre sempre terminam com uma crítica ao MDB: “… uma conversinha sempre pode acabar com o suposto racha…” O MDB pode até recompor com Cameli? É óbvio que pode.
Pirão
A lógica do “em mesa com pouco pirão, o meu bocado primeiro” nunca esteve tão em voga na oposição.
Discrição estratégica
À exceção do governador e de assessores mais afoitos, a discrição foi geral na FPA em torno do anúncio da chapa majoritária da oposição. Ainda há alguns teimosos na Frente Popular que arriscam agir estrategicamente.
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