Super…
O senador Jorge Viana é o único petista no rol de parlamentares que recebe acima do teto nacional. O petista que figura numa lista de peemedebistas e democratas já avisou que, enquanto o vencimento estiver dentro da Lei, vaio continuar recebendo.
…salário
A imprensa nacional não poupou o senador acriano. Além de colocá-lo lado a lado com Agripino Maia; Jader Barbalho e Edison Lobão, ainda explicou bem direitinho que pensões de ex-governadores só voltaram a ser legais no Acre, quando o PT assumiu o poder.
História
Para quem não lembra, a pensão de ex-governadores foi extinta pelo governador Orleir Cameli. Quando assumiu o governo, Jorge Viana (PT) fez um acordo com Vagner Sales (PMDB) para que este apresentasse um projeto para a aposentadoria voltar. A jogada de mestre de JV acabou se comprovando um tiro no pé. No dele e no do Vagner Sales.
Crédito
Não foi só nas pesquisas que o coronel Ulysses cresceu. O interesse por ele fez os olhos da oposição fixarem no candidato, apontado como o cavalo de Tróia dessa eleição. Ou seja, uma forma de derrotar a oposição tradicional. O sinal de alerta na oposição soou quando foram informados que a empresa de segurança do candidato tem mais de R$ 6 milhões para receber do Governo do Estado, por serviços prestados.
Na mira
Lideranças da oposição estão de olhos bem abertos. Para eles, se a empresa receber essa quantia será uma prova inequívoca do “patrocínio” governamental à candidatura de 3ª Via.
Estrago
E a candidatura do coronel já começou a fazer estragos. O DEM perdeu o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Brasileia, que anunciou que leva com ele dezenas de filiados. O motivo da revoada é a decisão do DEM: apoiar a candidatura do militar.
Engana
A chefe da Casa Civil, Márcia Regina, filiou-se ao PSB para poder ser a suplente de Ney Amorim (PT). A ordem foi dada pela Casa Rosada que não gostou muito do arroubo democrático de Ney, que queria que o grupo dos pequenos partidos indicasse o suplente. Márcia é conhecida pela prática do amém.
Sobra
Os chamados partidos nanicos ficaram com a sobra. Vão ter “o direito” de indicar o segundo suplente de senador. Aquele que não assume o mandato nem por uma semana. O rei gritou e os plebeus se calaram.
Suplência
Aliás, suplência é aquele negócio que ninguém dá bola, mesmo. O indígena Antônio Ferreira, segundo suplente de Marina Silva, não conseguiu receber nem um olhar do então presidente FHC, em Rio Branco. Em vão, Antônio choramingava: “Presidente, eu sou suplente da senadora Marina”. No meio do povo estava, no meio do povo ficou. Marina também nunca cumpriu a promessa de deixá-lo assumir por um mês.
Analfabetismo
Acabar com o analfabetismo está muito longe de ser a prioridade na gestão pública em Educação no Acre. O Governo aciona a Unesco para que técnicos de lá façam aferição de que aqui todos sabem ler e escrever por um motivo óbvio: eleição.
Quero Ler
O programa Quero Ler não será o responsável pelo resultado já aguardado para o ano que vem. Ninguém acaba com uma chaga social dessa sozinho. Antes do Quero Ler, outros programas já pelejaram nesse desafio. Ano que vem, quando os técnicos entregarem o documento formalizando o Acre como área livre de analfabetismo, é preciso fazer Justiça e reforçar a ideia de que Educação é um processo longo, demorado, que exige persistência do gestor beirando a teimosia.
Quero Ler II
Atualmente, 16,8 mil alunos estão no Quero Ler. Até o ano que vem, o Governo do Acre quer alfabetizar 62 mil pessoas. Isso deve colocar abaixo dos 4% a taxa da analfabetismo no estado.
Processo
Já não se lembram mais do programa Alfa 100? A impressão que há, conversando com alguns palacianos é que “a meta” de acabar com o analfabetismo surgiu na gestão de Tião Viana. Por isso, é difícil para a Educação no país mostrar eficácia: não há política de Estado. Cada um quer “colocar a digital”; mostrar o espírito “salvador da pátria”.
Exemplo
Por exemplo: o próximo governador do Acre precisa manter (e melhorar) o Instituto de Matemática e Filosofia. Aquilo ali precisa ser compreendido para além de grupos políticos. É uma das raras ações do Tião Viana na Educação que é fruto, sim, da sua gestão. E que deu certo. Seja quem for o governador em 2019, é preciso cuidar daquilo ali.
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