Inusitado
O protesto dos presos do semiaberto (mais de 300), pedindo segurança na frente do Fórum, foi inusitado. Mas, eles têm razão. Estão sob a tutela do Estado. O Estado tem que garantir a segurança deles. Fato é que a guerra entre facções está provocando baixas dos dois lados e funciona mais ou menos assim- quem sobreviver será o dono do campinho.
Medo maior
Mas, não é a guerra de facções, nem as execuções que provocam o medo maior. Que o diga o senador Jorge Viana (PT) que fez o impossível para sair da linha de tiro no Senado. Tudo o que JV não precisa nesse momento é se transformar em vidraça e cair como Renan. E, por falar nele, Renan continua presidente do Senado com o apoio de Jorge Viana. E o oficial de Justiça com a notificação do STF, levando o maior molho na antesala do gabinete da presidência. Renan salva Jorge!
Fama
Desde ontem, a mídia se volta para o senador acriano, com todo o tipo de adjetivo. Foi comparado a Waldir Maranhão. Foi chamado de “liso”. E, em outras palavras (e às vezes, literalmente), de frouxo. Tudo isso ante a mera possibilidade de assumir a presidência. Imaginem se assumisse! Mas, JV que de bobo não tem nada, sugeriu logo a antecipação da eleição para a presidência do Senado, quando achou que não tinha para onde correr.
Não passa
Projeto do Executivo que pede autorização para entregar patrimônio do Estado em garantia de empréstimo para uma empresa construir o Centro Administrativo não passará na Assembleia Legislativa. Pelo menos não do jeito que foi enviado para aquela casa. Até os deputados da base estão com medo de aprovar. Integralmente com o governo só os deputados Leila Galvão, Daniel Zen, Lourival Marques e Jonas Lima. Só os da bancada do PT.
Cala a boca
Colegas de parlamento do deputado Heitor Júnior (PDT) acham que finalmente encontraram o lugar certo para acomodar o maior ego do Estado. Deram a Heitor o cargo de vice-presidente do Parlamento do Mercosul. Assim ele ocupará a cabeça e acomodará a vaidade à tarefa internacional. E, de quebra, deixa de incomodar os colegas, rs.
Desesperança
O Acre acordou “cutucando” os celulares para assistir à barbárie. Nos últimos dois dias, quatro esquartejamentos, mutilações, decapitações: uma juventude desesperada (no sentido de não mais ter esperança). A vida está valendo pouco na periferia de Rio Branco.
Instalada
A crise na Segurança Pública é óbvia. Delegados, gestores, policiais ficam correndo atrás de meninos assassinos e vão continuar a correr mais. Vão cansar de correr e mais deles surgirão. A mistura é mortífera: exclusão social, exclusão econômica, drogas e álcool. Isso torna o Acre uma espécie de bomba gerar o que está aí, vomitando na cara de todos o resultado de uma série de falhas. De governos e da própria sociedade.
Terçadada
O difícil é fazer com que o cidadão de classe média que “cutuca” o celular de última geração pela manhã antes de chegar ao trabalho se sinta responsável por aquela cena dantesca. A terçadada que degola é sustentada por muitos erros.
Então, tá
No meio desse cenário todo, o subcomandante da PM, Ulysses Freitas de Araújo, alega “razões pessoais” para ser exonerado do cargo, segundo nota do comando da corporação. “Razões pessoais”? Então, tá.
Reação interna
Há gestos que, em momentos de extrema gravidade, revelam muito. É esperar para ver a “reação interna”.
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