Especialistas dizem que kit não têm eficácia no tratamento ou prevenção
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou notícia de fato para apurar a compra e distribuição dos remédios que compõem o chamado “kit covid”, por parte da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco.
O procedimento extrajudicial é de iniciativa da 1ª Promotoria Especializada de Defesa do Patrimônio Público, Fiscalização das Fundações e Entidades de Interesse social.
A promotora de Justiça Myrna Mendoza já solicitou informações ao prefeito e vai solicitar das demais autoridades municipais sobre o procedimento de compra dos remédios.
Associações médicas, entidades farmacêuticas e especialistas dizem que drogas como hidroxicloroquina/cloroquina e ivermectina não têm eficácia no tratamento ou prevenção da covid-19, e que se uso indevido tem provocado reações adversas nos pacientes.
Entenda o caso
A Prefeitura de Rio Branco adquiriu cerca de 21 mil kits do chamado tratamento precoce para a covid-19. Acontece que os medicamentos não possuem eficácia comprovada e nem são recomendados pelas entidades de saúde.
Durante sabatina na Câmara Municipal, Tião Bocalom defendeu o uso dos remédios e afirmou que ele e o governador do Acre, Gladson Cameli, fazem uso desde o início da pandemia.


