A maioria vivia subjugada ao companheiro
A Secretaria Municipal da Mulher e o Senac preparam 200 mulheres para o mercado de trabalho através de cursos profissionalizantes. A notícia parece comum, se não fosse por um detalhe importante. Todas as formandas foram vitimas de violência, e os cursos, são uma forma de ganharem a liberdade econômica.
A maioria vivia subjugada ao companheiro e aceitava a violência porque não tinha como se manter. Agora, com uma profissão, vão poder ter renda própria e ganhar o maior dos bônus: a liberdade.
Os cursos oferecidos foram culinária, na área de bolo, tortas e salgados, teve a parte de beleza com depilação, manicure, e cebeleireira e corte e costura.
Um das formandas, a Dioniza Gomes, de 80 anos, era o maior exemplo da turma. A aposentada não deixou a idade avançada impedir que fizesse novos conhecimentos e projetos. Estudou bastante no curso de costura e agora quer ter o próprio negócio.
Para muitas dessas mulheres, a certificação de um curso profissionalizante é a sua inclusão social. A Delcilene Chagas, de 22 anos, foi vitima de um ato violento quanto tinha 19 anos. Vivia depressiva e, presa as memórias, ao visitar a Casa Rosa Mulher foi incentivada a fazer um curso profissionalizante, já está no quarto, e agora quer montar um empreendimento na área de beleza.
Segundo Graças Lopes, secretária municipal da Mulher, o curso atingiu também pessoas da área rural, que por não serem qualificadas ficam presas aos companheiros. Agora, usando suas habilidades estão com toda liberdade para procurar novos caminhos.

