Mais de 300 atendimentos deixaram de ser feitos
Por causa do ataque ocorrido a sede da Defensoria Pública, mais de 300 atendimentos deixaram de ser realizados nessa segunda-feira (9). As pessoas que procuravam os serviços eram informadas que atendimento voltaria na terça-feira (10). Enquanto isso, uma equipe de manutenção apareceu logo nas primeiras horas do dia para colocar a porta de vidro que custou R$ 5 mil.
A porta anterior foi desruída na madrugada de sábado (7), quando dois homens disparam 4 tiros de pistola 9 milimetros. A polícia acredita que o ataque foi uma resposta das facções ao governo do Estado depois do anúncio do endurecimento nas unidades prisionais. As direções dos presídios Fortaleceram a segurança e enviaram líderes de facções para o RDD, o regime que isola o detento.
A dupla roubou um veículo e levou o motorista como refém até o prédio da defensoria, no bairro Bosque. Ao chegar no local, efetuaram os tiros e deixaram junto ao carro uma banana de dinamite. Segundo o delegado Sérgio Lopes, o artefato foi apenas uma demonstração de força, uma ameaça ao Estado. “Não adianta, a polícia não vai recuar, vamos chegar aos autores desse crime e prender quem ameaça a paz no estado”, garantiu o delegado.
Os dois homens deixaram ainda uma carta pedindo melhorias no presídio de Rio Branco e que cessem as transferências de presos para outros estados e o RDD. Os bandidos escreveram ainda, que estão dispostos a fazerem grandes atentados com prejuízos inalculáveis. Prometem explodiar empresas, orgãos públicos e pontes.
O Defensor Público Geral, Fernando Morais, acredita que a escolha da defensoria para esse ataque foi uma forma de mostrar poder e principalmente, porque é um órgão que fica numa região desprotegida e vulnerável a ataques. “Não resta outra saída agora a não ser tomar algumas medidas de segurança. Para isso estamos requisitando policiais militares na hora dos atendimentos ao público”, declarou.
O ataque à defensoria soa estranho se analizarmos que é o órgão responsável por 98% dos processos da área criminal. É a única que trabalha diretamente na defesa dos próprios detentos, já que 99% das execuções ficam com a defensoria.


