Nos últimos meses, R$ 31 mi deixaram de circular
A taxa de desemprego no Acre não para de crescer. De acordo com pesquisa do IBGE entre abril e junho desse ano era de 11%, ou 35.000 pessoas. De julho a setembro foi para 12,1% o que representa 38 mil trabalhadores sem fonte de renda. O crescimento de um trimestre para o outro é de 1,1%, mas, quando se verifica o mesmo período do ano passado o crescimento do desemprego é 3,3%.
O Estado do Acre tem 591 mil pessoas com idade para trabalhar. Deste grupo, apenas 276 mil estão com empregos. Há três meses eram 285 mil.
Somando os salários que deixaram de circular a massa de rendimento teve uma queda brusca. Em junho eram movimentados no estado R$ 450 milhões. No final de setembro esse número caiu para R$ 426 milhões.
No total R$ 31 milhões deixaram de circular, e quem mais sentiu foi o comércio. Sem o consumidor muita gente fechou as portas e quem ainda se mantém fica com o mínimo de funcionários.
Segundo a responsável pela pesquisa, a diretora do IBGE, Lara Esteves, os setores como Indústria, Construção Civil, Comércio, Comunicação e atividades financeiras foram os que mais perderam postos de trabalho.
“A pesquisa dá um perfil do quadro de demissões e os setores atingidos. Infelizmente, os dados não apontam as causas, mas eles seguem os números nacionais sobre esse problema que atingem todos os estados”, esclareceu.
A renda média salarial também caiu. Como são poucas vagas no mercado, os empregadores baixaram os salários. No geral, a média era R$ 1,65 mil no trimestre anterior.
No final de setembro, caiu em R$ 1,61 mil. No setor privado, com carteira assinada era R$ 1,41 mil ficou em R$ 1,36 mil; trabalho doméstico caiu de R$ 673 para R$ 632. Até no setor público houve queda, a média de R$ 2,79 mil foi para R$ 2,58 mil.


