Esse ano já foram feitos seis transplantes
Após contrair dengue, há quase dois anos, apareceu um problema renal que o obrigou o taxista Osmarino Lima a passar por sessões de hemodiálise. Natural de Cruzeiro do Sul, ele conseguiu passar pela cirurgia no Hospital das Clínicas, em Rio Branco, para finalmente receber um novo rim.
Mesmo com esse cenário, o país é considerado referência mundial quando o assunto é transplantes. As cirurgias de órgãos mais complexas são de pulmão, fígado e coração.
Esse resultado é a soma de todos os anos. Só em 2015 foram contabilizadas cinco cirurgias, esse ano já são seis. A gerente geral do serviço de assistência especializada do HC, Edna Gonçalves, explica que uma cirurgia como essa custa em média R$ 88 mil, valor bancado integralmente pelo SUS.
A equipe que realiza o procedimento é composta por 15 profissionais, entre médicos, anestesistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Um cirurgião de São Paulo vem todo mês a rio branco para realizar o transplante junto a essa equipe.
No Acre, por enquanto, essa cirurgia é realizada somente da pessoa morta para o paciente vivo, ao contrário de outros estados, que faz entre pessoas vivas. Um dos médicos responsável por esses procedimentos é Nilton Siqueira. O cirurgião explica que no acre são realizados três tipos de transplantes, do fígado, rim e córnea.


