Fronteira com pouco efetivo prejudica fiscalização
Diariamente, a Polícia Rodoviária Federal atua para evitar a entrada de produtos contrabandeados no Brasil. Eles são os mais variados, principalmente bebidas e cigarros.
Com a malha viária que o Acre possui e com as divisas com o Peru e Bolívia, a fiscalização se torna um problema para o pequeno efetivo do órgão de segurança no Estado.
Recente pesquisa do Instituto Datafolha revela que 87% da população do Norte acredita que as elevadas taxas de impostos favorecem o contrabando. Já 79% dessa mesma população acredita que o crescimento da criminalidade está diretamente ligado ao comércio de produtos ilegais.
A própria PRF acredita nisso. “Precisamos entender que qualquer crime que movimenta dinheiro, ele certamente vai ter destino e irá privilegiar outros crimes como o tráfico de drogas”, disse o policial Celso Oliveira.
A pesquisa mostra ainda que 20% dos entrevistados da região norte admitem comprar produtos ilegais como cigarros, bebidas e eletrônicos. Segundo a PRF, no Acre 26% do mercado do cigarro é dominado por marcas oriundas de contrabando, principalmente vindos do Paraguai.
Anualmente, o contrabando tira do país cerca de R$ 115 bilhões com esse comércio de mercadoria ilegal que deixa de recolher imposto. Esse valor seria suficiente para construir 974 mil hospitais e 79 mil unidades de ensino.


