Grupo exige uso de tornozeleira eletrônica
Com medo de novos ataques à Papudinha, detentos do semiaberto fizeram nessa segunda-feira, manifestação em frente à Cidade da Justiça, para pedir a juíza da Vara de execuções penais, a utilização de tornozeleiras eletrônicas.
Beneficiados no programa de monitoramento eletrônico, esses presos, que apenas pernoitam na Papudinha, não precisariam cumprir a pena no presídio.
Enquanto o grupo tentava chegar à Vara de Execuções Penais, a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Cezarinete Angelim, apresentava uma solução para esse impasse.
O Estado tem poucas tornozeleiras e não dispõem de recursos para conseguir novos equipamentos. Para a magistrada, a saída seria o preso comprar a tornozeleira. Assim, não demoraria a ter o benefício.
“Com a penúria financeira do Estado, não dá para comprar novas tornozeleiras. Por isso, o preso ou a família poderiam adquirir o equipamento por conta própria”, indagou.
A presidente do TJ informou que vai se reunir com outros desembargadores para levar essa proposta ou projeto a frente.
Mas, enquanto não se chega a uma decisão, ao menos metade dos presos da Papudinha não dormirão no complexo com medo de novos ataques. O preso André Lima da Silva é um deles.
Sem nenhum receio, mostrou as marcas dos ferimentos que sofreu na terça-feira quando corria com medo do tiroteio. “Lá não tem segurança, é cheio de mato e de lixo. Se a gente voltar vai morrer porque o Estado não tem como evitar que alguém sofra atentados naquele local. Temos família, não dá para voltar, eu não volto mais”, disse.
O que levou a correria dos presos em busca da tornozeleira foi o fato de na sexta-feira passada a Justiça entregar mais de 20 equipamentos a detentos do semiaberto que procuraram a Vara de Execuções penais. O problema é que eram poucas e agora se esgotou.
O governo não paga apenas pela tornozeleira, mas todo o serviço de monitoramento.


