Uso da bebida incorporado às populações tradicionais
O Teatro da Universidade Federal do Acre sedia o 2º Congresso Mundial da Ayahuasca. Cientistas, religiosos, acadêmicos, representantes de populações indígenas de várias regiões do Brasil e do mundo, além de autoridades de Estado lotaram o espaço.
Por uma semana, a Ufac acolhe antropólogos, comunicadores, sociólogos que escolheram o Acre para sediar o encontro por razões muito especiais.
“Rio Branco é a capital mundial e espiritual da Ayahuasca”, afirmou o coordenador do encontro Óscar Péres, sugerindo referência do trabalho deixado pelo Mestre Irineu Serra.
O 1º Congresso Mundial da Ayahuasca foi realizado em Ibiza, na Espanha. Agora, o Centro Internacional para Educação, Pesquisa e Serviço em Etnobotânica, que tem sede na Europa, traz o evento para o Acre com o apoio da Ufac, das organizações indígenas, associações religiosas e do Governo do Estado.
A ayahuasca é uma bebida originalmente feita a partir de plantas da floresta amazônica. É utilizada para diferentes situações, como rituais religiosos e para fins medicinais. “O congresso também será útil para reforçar a cultura em torno do chá e assim valorizar a prática em todo o mundo”, disse o representante da etnia puyanáwa, José Luiz Puwe.
Mais de 750 pessoas devem participar do congresso, que começou nessa segunda-feira e se encerra no sábado, sempre das 9 da manhã até às 19 horas.


