Milhares de crianças foram vacinadas no Acre
A Campanha Nacional de Multivacinação realizou no último sábado o dia D de mobilização para incentivar os pais e responsáveis a levar as crianças e adolescentes aos postos de saúde.
Nossa equipe encontrou entre tantas crianças, um menino que estava com a carteira de vacinação praticamente em branco. Só havia sido vacinado no nascimento.
Em todo país no último sábado, milhares de unidades de saúde abriram as portas excepcionalmente pra receber crianças e adolescentes que precisavam atualizar a carteira de vacinação.
A campanha que iniciou no dia 19 vai até 30 de setembro, tem objetivo de atualizar a vacinação de crianças abaixo de 5 anos de idade, meninos até 14 anos, com anti-tetânica e febre amarela e meninas entre 9 e 14 anos de idade, contra o HPV.
Para menores de 5 anos foram ofertadas cerca de 15 vacinas. Em Rio Branco 13 unidades de maior porte como URAP’s e Centros de saúde atenderam.
Em uma delas encontramos os pais da pequena Maria Elisa.
A menina de dois anos de idade foi preparada pra ser vacinada, mas não foi preciso por que a carteirinha está atualizada. A carteirinha está atualizada. A mãe, Helena Catão, explica que sempre conta com a presença do pai nos compromissos de saúde da filha.
“Desde que ela nasceu a gente sempre acompanhou as datas e meses que tinha que tomar a vacina e é sempre o pai e a mãe junto que vem pra cá pra acompanhar o crescimento dela”, disse.
Pai, mãe e filha foram pra casa tranquilos, já que Elisa só precisa voltar ao posto quando tiver 4 anos. Mas nem todo mundo tem a sorte de ter uma família ajustada e preocupada como a da Elisa. Não muito distante encontramos em outra unidade de saúde, um menino frágil e que por muito tempo foi carente de cuidados.
Foi, por que hoje ele vive sob os cuidados da avó materna. Dona Miraceli Nogueira faz de tudo pelos netos. Israel tem apenas 3 anos e só foi vacinado quando nasceu, na maternidade.
A carteirinha estava totalmente atualizada e a avó não conseguiu vacinar o menino no posto de saúde. Sem saber se realmente o menino havia realmente perdido todas as vacinas, as funcionárias pediram para que a avó fosse até a Rede de Frios do município.
Sem saber onde é a rede de frios do município, nossa equipe comovida com a história do Israel, deu uma carona pra dona Miraceli e os netos dela.
Até aqui, apenas o Jarliton, irmão mais velho de Israel havia sido vacinado contra febre amarela. A carteira dele está atualizada por que ele vive com a avó desde que nasceu e ela nunca descuidou com as vacinas.
Israel ficou até pouco tempo sob a guarda dos pais, que são dependentes químicos, mas agora, a avó luta na justiça pra ficar com o garotinho. “Eles passavam alguns dias em casa, e levavam a criança, mas agora eu peguei ele e levei pra dentro de casa, não ia deixar ele sofrendo”, disse avó.
Na rede de frios, quem nos recebeu foi a coordenadora de imunização do município, Helena Catão. Atenciosa ela conferiu a carteira de vacinação de Israel e apontou a solução.
“Diante do esclarecimento agora que houve equívoco na hora de datarem essas doses que ele tomou na maternidade, essa avó vai ser encaminhada lá na Maternidade, pra eles fazerem a correção dessa data e ela vai iniciar o esquema da criança”, explicou.
O menino teria que receber no mínimo 4 injeções, duas nas pernas e duas nos braços. A avó se preocupou. “Me preocupo com a reação. São muitas injeções”, disse.
Mas Helena tranquilizou, que seria o ideal atualizar as vacinas possíveis de uma vez só. “A nossa orientação é que diante dos atrasos, a gente consiga fazer o máximo de doses possível. Se tiver que ter alguma reação, que geralmente são leves, como febre, choro persistente, vai acontecer se tomar uma, duas ou mais vacinas”, afirmou a servidora.
Diante das explicações, Dona Helena entendeu que seria melhor para o Israel receber todas as injeções.


