Tráfico, transporte de armas e logística
Entre os suspeitos presos durante a operação Êxodo da Polícia Civil, que investiga facção criminosa no Acre, está um subtenente da reserva do Corpo de Bombeiros. Além das acusações de envolvimento com tráfico, o servidor público também é investigado por ameaças a uma juíza.
José Augusto Rufino é subtenente da reserva do Corpo de Bombeiros do Acre e foi preso por associação ao tráfico e organização criminosa, durante a primeira fase da operação Êxodo, deflagrada pela Polícia Civil. José Augusto cumpre prisão preventiva no quartel do Comando geral do Corpo de Bombeiros desde o dia 15 de setembro, quando os mandados judiciais foram cumpridos.
Segundo as investigações, o subtenente estava envolvido com tráfico de drogas e transporte de armas de fogo. Tinha papel fundamental na logística da organização criminosa e era como homem de confiança da facção.
O servidor público teria entrado na reserva do Corpo de Bombeiros há um ano, mas as investigações de acordo com um dos coordenadores da operação, Odilon Neto, ainda não precisou há quanto tempo ele participava da facção criminosa Comando Vermelho. “A investigação continua, estamos puxando a cadeia, pra saber também a data de ingresso dele na organização”, disse o delegado.
O subtenente também pode responder por supostas ameaças de morte à juíza de direito Luana Campos, da Vara de Execuções Penais de Rio Branco. A polícia não comenta o assunto, por que está em segredo de Justiça.
A Associação dos Praças dos Bombeiros do Acre se manifesta preocupada com o suposto vazamento de informações que estão em sigilo, já que nem mesmo o advogado da entidade teve acesso aos autos até agora. “Causa estranheza esse tipo de vazamento, por que só quem tem acesso aos autos do processo são os órgãos da justiça e a polícia civil”, disse o presidente da associação, Abrahão Pupio.
Para a Associação a polícia promoveu pirotecnia com a divulgação da operação Êxodo e alerta para que a sociedade não faça juízo antecipado de valores. “Este militar está preso por uma prisão cautelar, ou seja, não há certeza sobre sua culpabilidade ou envolvimento em qualquer fato”, disse Pupio.


