De janeiro a agosto, 6 mil focos de queimadas
O Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) aplicou entre julho e setembro mais de R$ 1 milhão em multas por crimes ambientais. Segundo o órgão, a estimativa é de 40% de autuações a mais no período, envolvendo queimadas.
De janeiro a agosto, o Acre registrou cerca de 6 mil focos de queimadas e colocou diversos órgãos ligados à Defesa Civil em alerta, reforçando principalmente a fiscalização. E foi no período mais crítico da seca, entre julho e setembro que o Imac aplicou mais de R$ 1 milhão em multas por crimes ambientais.
Segundo o diretor presidente do Instituto, Paulo Viana, a estimativa é de crescimento em torno de 40% no número de queimadas nos meses onde as autuações aconteceram, em relação ao mesmo período do ano passado.
“Nós fizemos ao longo do ano ações de educação ambiental agora passamos pra fase de autuação e fiscalização. Se for pego em flagrante queimando será conduzido tanto pela Companhia ambiental quanto pelo Imac à delegacia. Emitiremos autos de infração que são pesados e que dói no bolso”, afirmou.
Feijó, Sena Madureira, Brasileia, Rio Branco e Manoel Urbano nessa ordem, lideraram o ranking de focos de calor. Para queimadas em áreas de reserva legal, a multa é de R$5 mil por hectare.
Em locais onde há possibilidade de queimar, mas que o proprietário não emitiu a licença, a multa varia entre R$ 300 a R$ 1 mil por hectare. Se a queima acontecer em área de conservação, o autor da infração é condenado a pagar R$ 1 mil por hectare.
Além da multa, o proprietário do local onde o crime ambiental ocorreu pode ter sua área embargada, e nela não pode realizar nenhuma atividade, até que o solo possa se recuperar por completo.


