“Som da pele” inclui música na rotina de quem não ouve
Iniciou nesta segunda-feira (22) em Rio Branco, uma oficina de música específica para pessoas surdas. A programação gratuita faz parte do projeto “Som na pele” que trabalha com vários recursos demonstrando que a música vai além da audição e pode ser sentida.
O pedagogo e músico Irton Silva está mais uma vez na capital com o projeto “som na pele”. Ele criou uma metodologia específica para pessoas com deficiência auditiva, que se chama sensibilidade musical para surdos.
Durante o curso, os alunos aprendem sobre ritmos da cultura brasileira como: samba, maracatu e ciranda, por exemplo. Segundo o professor, tudo começou assistindo a um filme. “O nome do filme é o resto é silêncio, está disponível no Youtube e mostra que os surdos têm curiosidade sobre a sensação que a música causa para nós ouvintes”, explica.
As oficinas diárias acontecem no SESC do Centro, mas as turmas ainda não foram fechadas. No primeiro dia de aula, apenas dois interessados apareceram. Elisângela Mendonça soube do curso pelas redes sociais e resolveu na mesma hora inscrever o filho.
“Como ele só estuda, não faz nenhum curso eu fiquei curiosa pra saber como ele reagiria e fiquei curiosa pra saber qual seria a reação dele”, disse.
Com a ajuda do intérprete Ramon Santana, descobrimos que o interesse de Rivelino é grande pela descoberta da música. “Quero tentar aprender aqui por que não conheço a metodologia e vamos ver o que vai acontecer. Eu tenho vontade de aprender um pouco de percussão”, disse através da linguagem de sinais.
São ofertadas 15 vagas para cada turma e os participantes tem direito a certificado. O projeto realizado com recursos do Fundo Municipal de Cultura, segundo a produtora Lídia Sales tem objetivo de inserir os surdos no ambiente da música. O pouco público, para ela, pode estar relacionado com a vergonha, o receio do novo. Por isso, ela reforça o convite.
“Venham participar. É uma oportunidade única, é aberto no SESC centro, em dois horários. Temos das 14 as 17 e das 18 às 21 horas”, explica.


