Discussão de casos provoca medidas preventivas
Durante dois dias, médicos e enfermeiros que trabalham na rede básica de saúde do Acre estarão reunidos para tratar de uma das doenças infecciosas mais mortais do mundo, a tuberculose.
A atividade promovida pela Secretaria de Estado de Saúde tem objetivo de capacitar e atualizar os profissionais nas ações de prevenção e controle da doença, mediante diagnóstico.
“Nós temos alguns indicadores que merecem um olhar mais de perto. O nosso abandono de tratamento tem aumentado, assim como o óbito”, disse a responsável pelo Programa de Tuberculose do Estado, Eucenira Farias.
Atualmente o percentual de cura da tuberculose no Acre é de 86%. Os indicadores apontam ainda que 4% dos pacientes abandonam o tratamento.
A maior preocupação dos profissionais de saúde é com o índice de óbitos. No Acre, em 2015, 12 pessoas morreram com tuberculose. Em 2016, somente no primeiro semestre 9 pessoas morreram devido a doença.
O índice de óbito por tuberculose aceitável, proposto pelo Ministério da Saúde, é de 3%, o Acre está com 2,7%.
O médico Arnaldo Vieira, especialista em tuberculose, é um dos palestrantes do evento e explica que a população precisa ficar alerta, atenta ao principal sintoma: a tosse. “Com tosse superior a 15 dias deve procurar a unidade de saúde mais próxima e solicitar o exame de escarro. É uma doença que tem cura, o tratamento é feito em 6 meses e gratuitamente”, explica.
Um dos assuntos em debate durante o encontro foi a busca ativa de pacientes. Essa é uma forma de combater a doença, oferecendo informação e tratamento.


