Corregedora: “militar assumiu risco de ato criminoso”
No caso do policial Jorge Weston de Andrade Mendes, que matou um vigilante com quatro tiros, a Corregedoria da Polícia Militar já adianta a postura do órgão. A corregedora da PM, Coronel Socorro Freitas, já adiantou. “Ao entrar armado em um local onde havia aglomeração de pessoas, e, ainda por cima, ingerir bebida alcoólica, o militar assumiu o risco de proceder um ato criminoso. Nos não vamos aceitar”, explicou.
Na manhã desta segunda-feira (24), o juízo da 1º Vara criminal homologou o pedido de prisão preventiva do sargento da Polícia Militar Jorge Weston de Andrade Mendes, 39, que ficará preso no quartel do Batalhão de Operações Especiais até o julgamento.
Ele matou com quatro tiros, o vigilante Raimundo Carlos Costa de Araújo, de 37 anos. O crime ocorreu às 15 horas desse domingo em um balneário na Estrada do Quixadá.
De acordo com testemunhas, o sargento Weston, que é do 5º Batalhão da PM, estava ingerindo bebida alcoólica e mexendo com várias mulheres. Uma delas, era a namorada da vítima.
Uma das mulheres que estava com Raimundo Carlos, que também foi atacada pelo sargento, disse que o PM tentou beijar a força a namorada da vítima. “O namorado não gostou foi até á vitima e desferiu um soco. Na mesma hora o militar sacou a arma e disparou quatro vezes”, disse.
O sargento Weston foi preso em flagrante e levado por colegas de farda para uma delegacia. Depois de prestar depoimento ao delegado plantonista ficou detido no quartel do BOPE. Na manhã dessa segunda-feira foi realizada a audiência de custódia. O sargento preferiu ficar em silêncio na hora do depoimento.
A Justiça decidiu pela prisão preventiva do militar. Segundo a promotora de Justiça Neuma Araújo, não há outra alternativa, devida à gravidade do crime. “Uma vida foi ceifada, justamente por uma pessoa designada pelo Estado para manter a ordem”, completou.
O advogado do militar, Wellington Silva, disse que a tese será a de legítima defesa. “O sargento só atirou porque foi agredido”, relatou.


