Caso mostra fragilidade da fronteira
Thaís Manchini prestou depoimento ainda na madrugada desta sexta-feira. Ela relatou que sete homens participaram do sequestro do qual foi vítima. O grupo queria levar a caminhonete Hilux que a jovem dirigia na noite anterior.
Ela não sofreu nenhum tipo de violência física. Ela foi deixada na BR-364 e pediu ajuda a uma equipe do Corpo de Bombeiros que trabalhava nas imediações de onde foi deixada.
Thaís Manchini é filha de Gigi Manchini e Edson Manchini, procurador do Estado e é assessor especial da vice-governadora e colega de Procuradoria, Nazareth Lambert.
O caso da jovem sequestrada expõe a fragilidade das forças de Segurança Pública na região de fronteira. As caminhonetes são levadas para Bolívia para serem trocadas por drogas ou vendidas para aquisição de armamentos e drogas.
O sequestro de pessoas para aquisição dos veículos é parte de um ciclo criminoso que tem, no tráfico de drogas, o principal fator de motivação. Convênios e relações diplomáticas, por parte do Governo do Acre, já foram executados com Peru e Bolívia. Mas, na prática, verifica-se que essas relações institucionais ainda não trouxeram consequências na rotina de muitos moradores do Acre.


