Medida será tomada devido à forte seca
O governador Tião Viana assina na sexta-feira o decreto estabelecendo situação de emergência para Rio Branco. Em uma reunião realizada hoje (6) com representantes de órgãos e secretarias na sala de situação do Corpo de Bombeiros, foram discutidas as próximas ações do poder público para o período de estiagem inédita na região.
A seca é uma preocupação para o Estado, já que pode ocasionar sérios danos ao meio ambiente e trazer desabastecimento à Capital.
No final da semana passada, o governo decretou Estado de Alerta Ambiental. A situação tende a se agravar.
A partir da assinatura do decreto, o Acre poderá receber ajuda do Governo Federal por meio de recursos e apoio da Defesa Civil Nacional para atuar nessa época de estiagem. “Nós estamos agora trabalhando o decreto de emergência. A nossa expectativa é que o governador possa assinar o decreto para que na sexta-feira seja publicado e as ações emergenciais, inclusive com apoio do Governo Federal, possam ocorrer”, disse a chefe da Casa Civil, Márcia Regina.
A seca mais longa já registrada no Acre foi em 2005. Mas, os institutos climáticos apontam que o caso pode ser mais grave agora em 2016. A média histórica do nível do Rio Acre para julho é de 3,27 m. Hoje (6), o rio encontra-se na marca de 1,88 m. Com base nos levantamentos o manancial pode ficar com a cota mais baixa do que um metro.
O Departamento de Pavimentação e Saneamento já traçou um plano de contingência para o abastecimento, mas ele só contempla a marca de 1,25 m. Se o rio baixar mais do que isso, deverão ser elaboradas novas estratégias.
Outro agravante são as queimadas, incêndios florestais e desmatamento. O Corpo de Bombeiros trabalha todos os dias com essa demanda durante a seca. Para evitar problemas, a Defesa Civil estadual pede a colaboração da população.
“A quantidade de queimadas para o mesmo período está bem maior do que em relação ano a anteriores, isso, mostra que a população continua queimando, principalmente o pessoal na zona rural, então a gente orienta que a população não queime, queimar traz um problema grave, principalmente pra saúde da população mais idosa e das crianças”, disse o coordenador da Defesa Civil, Cel. Carlos Batista.
O número de aumento nos focos de calor em 2016 surpreende. Ano passado foram computados 348 focos de janeiro ao dia 6 de julho. Na mesma data desse ano já são 917.


