Ex-diretor da Sehab nega acordo com Ministério Público
A defesa de Marcus Hulk, ex-diretor da Secretaria de Estado de Habitação, acusado de vender casas do programa Minha Casa Minha Vida, tenta acabar com o boato de que ele teria fechado acordo com o Ministério Público do Estado e aderido ao programa de delação premiada.
Das quatro pessoas presas em 26 de abril, acusadas de fazer parte de uma quadrilha que negociava moradias do conjunto Rui Lino III, Hulk foi o único que a Justiça aceitou o habeas corpus, proporcionando ao acusado a oportunidade de responder o processo em liberdade.
Os outros três presos tiveram os pedidos negados pela Justiça. O benefício para hulk gerou a especulação de que poderia entregar todo o esquema das negociações e apontar outras pessoas envolvidas.
Na segunda fase da Operação Lares, dois diretores da Secretaria de Estado de Habitação foram presos: Daniel Gomes diretor Geral e Marcos Hulk, diretor Social. No mesmo dia, a Justiça autorizou a prisão preventiva da ex-funcionária da secretaria, Cícera Silva e da comerciante Rossandra Lima.
Segundo Armysson Lee, advogado de Hulk, a liberdade do acusado se deu porque a Justiça entendeu que ele não oferece riscos à investigação. Todos os fatos sobre a participação dele já foram a público.
“A defesa agiu como dita as normas, e o entendimento do julgador é que meu cliente, que é funcionário público, tem endereço certo e primário, oferece condições para responder à ação em liberdade”, completou. Para o advogado, o juiz entendeu que os outros acusados podem atrapalhar.
No dia das prisões, a polícia chegou a divulgar informações de que algumas pessoas que deram dinheiro à quadrilha e não receberam a casa estavam sendo ameaçados por Cícera e Rossandra, quando cobravam a moradia ou dinheiro de volta.


