Apenas 51 por 100 mil habitantes, segundo cadastro
As unidades federadas do Norte e do Nordeste são as que contam com os números mais baixos de médicos especialistas para cada grupo de 100 mil habitantes, segundo o Cadastro Nacional de Especialistas. Maranhão (32), Pará (42), Acre (51) e Amazonas (56). Uma das especialidades raras no Acre é a de oftalmologista: apenas 1,7 para cada 100 mil habitantes.
O atendimento médico especializado está proporcionalmente mais concentrado nas regiões Sudeste e Sul. É o que mostram os dados da versão definitiva do Cadastro Nacional de Especialistas, lançado pelo Ministério da Saúde na ultima sexta-feira (29) durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, sobre o Programa Mais Médicos.
Segundo dados da plataforma, mais da metade dos médicos com especialidades (54%) estão localizados na região Sudeste, onde a proporção desses profissionais (154 por 100 mil habitantes) é maior que o índice nacional de 119 médicos por 100 mil habitantes. Já a proporção do Norte é a menor do país, de 50 especialistas por 100 mil habitantes.
As regiões Sul e Centro-Oeste também apresentam, ao lado do Sudeste, altas proporções de especialistas por 100 mil habitantes: são, respectivamente, 145 e 134.
Entre as unidades da federação, destaca-se pela alta proporção desses profissionais o Distrito Federal, que tem o maior índice do país – de 275 especialistas por 100 mil habitantes, mais que o dobro do número nacional.
Isso é o motivo, inclusive, do bom desempenho do Centro-Oeste, uma vez que os demais estados da região apresentam dados mais baixos e próximos da média nacional – 104, 115 e 87 são os números de Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
O Cadastro Nacional de Especialistas foi criado para fornecer um diagnóstico correto da distribuição dos médicos com título de especialista ou residência no país. Os dados enfatizam a importância de se implementar ações que promovam maior equidade entre as regiões.
Sesacre responde
A Secretária Adjunta de Atenção à Saúde, Marize Lucena, explica que a situação do baixo número de médicos especializados no Acre acontece em virtude dos profissionais buscarem os grandes centros, “investimento o governo vem fazendo, com o incentivo de criação de faculdades na área e também com a criação de residências médicas, mas o caso é que os profissionais buscam os grandes centros para ficarem mais próximos aos familiares.”
Marize também admitiu que o problema traz prejuízos ao estado, aumentando a demanda de pacientes que precisam sair do Acre em busca de tratamento, mas ela disse que o governo tem buscado alternativas para resolver o problema.


