No Acre, a retração foi de 3,8 pontos percentuais
A Confederação Nacional da Indústria divulgou novo perfil do setor nos estados. O quadro é desolador. O fenômeno da “desindustrialização” está revelado pelo estudo da CNI. O Acre reforça o cenário de fragilidade.
A retração da indústria acriana foi calculada em 3,8 pontos percentuais na participação do Produto Interno Bruto do Acre entre 2010 e 2013 (período analisado pela confederação).
Em números, a CNI coloca o discurso do Palácio Rio Branco do tamanho que o Acre tem. Com participação em 0,1% no PIB brasileiro, a indústria acriana de R$ 1,1 bilhão emprega 16.222 pessoas.
O PIB do Acre é calculada em R$ 10,5 bilhões. É o segundo menor do país (só está a frente de Roraima, com os R$ 8,3 bilhões de produção interna). São situações que denunciam uma situação mais grave: a de que o país ainda não sabe como transformar ativo ambiental em renda.
“Em 11 estados, o decréscimo na participação da indústria no PIB no período foi igual ou ainda maior que a média nacional – a contribuição da indústria para o PIB brasileiro caiu 2,5 pontos percentuais, passando de 27,4% para 24,9% (indústria de transformação, extrativa, construção e Serviços Industriais de Utilidade Pública).
Os dados integram o estudo Perfil da Indústria nos Estados, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)”, relata o material de divulgação do estudo.
“Segundo o levantamento, a maior retração foi sentida pela Bahia. A indústria reduziu sua participação no PIB do estado em 6,6 pontos percentuais. Em seguida vêm Amazonas (5,7 p.p.), Tocantins (4,3 p.p.) e São Paulo (4,2 p.p.). São Paulo também perdeu espaço na composição nacional da produção industrial. O estado, que em 2010 era responsável por 32,1% de todos os produtos industrializados fabricados no Brasil, teve a participação reduzida para 28,6% em 2013”.


