Trinta e uma instituições discutem o que fazer
O Comando do 1º Batalhão da Polícia Militar pediu apoio ao Ministério Público para fiscalização de imóveis abandonados no centro da Capital e que servem de abrigo para a criminalidade.
Uma reunião com diversas instituições e órgãos foi promovida nesta quarta-feira (27), para discutir ações em conjunto que visem dar uma resposta ao problema.
A Promotoria de Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Estado convidou 31 instituições ligadas às mais diversas áreas, como Saúde, Educação e Assistência Social, para formalizar um “pacto de ações”. A maioria dos convidados compareceu.
“Os imóveis têm sido utilizados por alguns usuários de drogas. Para prática de compra venda e até consumo da substância e isso acarreta outros problemas como furto e roubos”, comentou o comandante do 1º Batalhão, tenente coronel Atahualpa.
Junto com o ofício enviado ao MP, o Tenente Atahualpa também apresentou uma lista com cerca de 10 imóveis abandonados localizados na área central da Capital que precisam de uma intervenção urgente.
Durante a reunião, a promotora Rita de Cássia disse que já começou o trabalho de identificar os proprietários dos imóveis. Ela cita, por exemplo, que verificou a existência até mesmo de prédios públicos abandonados.
“Tinha imóveis da Secretaria de Segurança Pública, do Poder Judiciário e a Promotoria já foi resolvendo vários casos”, comentou.
O pacto foi firmado e, a partir de agora, os donos dos imóveis vão ser identificados e terão que manter os prédios e terrenos baldios limpos e utilizáveis. Se isso não for atendido, a prefeitura, por exemplo, poderá tomar o espaço, dando outro fim social para o local abandonado.


