Vítimas da corrupção cobram providências do poder público
Famílias que recebem o aluguel social ocuparam a entrada da Secretaria de Estado de Habitação. Elas protestaram contra os casos de corrupção envolvendo diretores do órgão público, acusados de negociar casas do programa do Governo Federal “Minha Casa Minha Vida”.
“Como eles podem negociar casas de um programa público para famílias que nem nós (sic), que não têm condições?”, indignou-se o carpinteiro Edilson Silva, um dos líderes da manifestação. “Aí, eles tiram a gente (sic) das nossas casas, levam para aluguel social e vendem casas para quem não precisa e isso vai ficar por isso mesmo”.
O carpinteiro disse que a Sehab garantiu que todas as famílias do aluguel social ficariam apenas 6 meses naquela condição e depois receberiam as casas populares. Mas, essa promessa ocorreu há dois anos e eles continuam sem uma casa definitiva. Além disso, o aluguel ainda chega a atrasar.
Ao saber da operação lares, desencadeada pela Polícia Civil, que investiga uma quadrilha acusada de vender casas populares, as famílias decidiram buscar uma reposta.
Um dos conjuntos investigados no esquema é o Rui Lino 3, exatamente as unidades que essas pessoas alegam que seriam enviadas. Representantes da secretaria ouviram as reclamações das famílias. Houve discussão e o clima ficou tenso entre os representantes da comunidade e os gestores públicos.
Daniel Gomes, assessor direto do secretário de Estado de Habitação, Jamyl Asfury, foi preso na Operação Lares. Ele assessora Asfury desde a época em que o atual secretário de Habitação era deputado estadual. Marco Henrique Huck, Cícera Dantas da Silva e Rossandra Mara Melo de Lima também integravam o grupo que fraudava a execução da política de habitação no Acre.


