Situação não tem relação direta com inadimplência
Em 2014, a Eletrobras Acre era a única empresa do grupo que não tinha apresentado prejuízos. Havia um salto positivo de R$ 25 milhões. O relatório do ano passado mudou o discurso. O quadro mudou e a empresa fechou o balanço anual com déficit de R$ 185 milhões.
Segundo presidente da Eletrobras Acre, Ricardo Xavier, a situação não tem a ver com a inadimplência dos consumidores e dos municípios. O problema é mais grave ainda. A Aneel adiou a renovação da concessão. Com isso, a empresa deixou de receber pelos serviços. O que dá em R$ 54 milhões.
Também não foi renovado o contrato com a empresa Guascor que mantém os motores de energia nos municípios isolados. São menos 20 milhões. A direção regional da empresa afirma que a manutenção do programa Luz para Todos pressiona para que o déficit se mantenha alto. Em comparação à área urbana, o custo de manutenção do programa de eletrificação em área isolada é 70% superior.
As tarifas cobradas do meio rural não cobrem os serviços efetuados. Para a Eletrobras, é difícil até fazer a cobrança da energia consumida. Até o combustível que vai para abastecer os motores das usinas no interior do estado está trazendo prejuízos à empresa.
“Coisas que estavam sendo julgadas antes de 2015 tiveram que ser contabilizadas em um único ano e por isso deu esse déficit tão expressivo, mas isso não compromete em nada a manutenção e a prestação de serviços”, garante o diretor da Eletrobras/Acre, Ricardo Xavier.


