Caso ganhou repercussão nas redes sociais
Discussão de trânsito ganha repercussão nas redes sociais, após casal afirmar que Diretor do Instituto Sócio Educativo do Estado (ISE) apontou arma contra a família. Nossa equipe ouviu Rafael Almeida. Ele afirma que cogita entrar com representação na Justiça por calúnia.
A confusão, segundo a manicure Luna Saluana, 25, começou enquanto ela e o marido retornavam da maternidade no último sábado. Luna havia recebido alta, após conceber o terceiro filho do casal, através de uma cesariana.
Por orientação médica, o marido conduzia o veículo com média de 40 Km/hora para proteger a mulher dos impactos que poderiam causar dor e prejudicar os pontos da cirurgia.
Tiago Torres explica que a mulher estava no banco da frente, segurando a filha recém-nascida e que se preocupou ao ver se aproximando atrás deles, um veículo que ultrapassava vários carros.
“Eu olhei no retrovisor e falei que vinha um doido e ela pediu pra eu ter cuidado. Eu vinha pela esquerda devagar”, disse Tiago.
Quem estava no outro veículo era Rafael Almeida, Diretor presidente do Instituto Sócio Educativo do Acre. Segundo o casal, no calor da discussão, promovida enquanto os dois carros estavam em movimento na Avenida Ceará, Rafael teria apontado uma arma de fogo contra eles. Teria sido uma pistola. “Quando ele puxou a arma eu vi que a situação era extrema. A gente não tinha o que fazer”, lembrou.
A confusão foi relatada em um vídeo que foi postado por Luna no Facebook. Em pouco tempo, o caso ganhou repercussão. Segundo a jovem, tomou uma proporção muito grande e que traz preocupação para a família.
“Começaram a mandar mensagens e ligar no telefone de casa. Mensagens dizendo que era pra eu me cuidar, que sou apenas uma manicure, enfim. Procurei a mídia como forma de me proteger e de proteger a minha família”, disse.
Rafael afirma que está tranquilo e que tem provas de que as acusações não procedem. Segundo o gestor do ISE, ele é que foi agredido, verbalmente. “Houve uma ultrapassagem, que fiz consciente. Quando retornei acho que pensou que teria que brecar, que o outro carro poderia bater e buzinaram. Houve agressões verbais”, disse.
Após chegar ao destino final, um mercado atacadista, localizado na mesma avenida, Rafael afirma que foi revistado por policiais, que foram acionados para a ocorrência pelo casal, mas que nenhuma arma foi encontrada. “Houve um mal entendido. Os policiais revistaram a mim e meu carro. Estou tranquilo quanto a isso”, afirmou.
De acordo com Almeida, providências judiciais podem ser tomadas, mas ele afirma que está aberto para um diálogo.
O casal explica que deu publicidade ao ocorrido, imaginando que Rafael era um agente socioeducativo, e que ao saber de quem se tratava, agora esperam providências. “Quero que a autoridade acima dele tome providências, porque se ele fez isso comigo pode numa hora mais estressado até matar um pai de família”, disse Tiago.


