Objetivo é educar quanto ao pagamento de tributos
Foi lançado na noite desta quarta-feira (23) o “1º Feirão de Impostos” do Acre. A Associação dos Jovens Empreendedores (Ajeac), Confederação dos Jovens Empresários (Conaje) e a Associação Comercial (Acisa) estarão à frente do evento que acontece no dia 21 de maio.
O Brasil é o país com maior carga tributária da América Latina. Os eletrodomésticos são os produtos que mais possuem encargos.
Produtos comuns nas casas dos brasileiros e muito necessários apresentam porcentagens altíssimas de tributação. O valor de uma geladeira, por exemplo, tem 37% do valor somente em impostos. O fogão 4 bocas, aquele mais simples, tem 27% de encargos e a televisão 45% de carga tributária.
E foi pensando em esclarecer a população sobre o assunto, que associações do estado resolveram realizar o feirão. O presidente da Associação dos Jovens Empreendedores do Acre, Thiago Cabral, explica como surgiu a iniciativa. “Essa ideia surgiu há dez anos com o intuito de mostrar para a população e para o empresário o quanto é gasto em carga tributária”.
O tema do primeiro feirão é “Cadê o retorno?” e tem por objetivo esclarecer dúvidas da população sobre o assunto. “Onde está sendo investido esse imposto? Nós temos que conscientizar a população sobre o que acontece com os impostos gerados no país e, principalmente, no Acre”, disse Cabral.
O local do feirão ainda não foi definido, mas há duas atrações pré-agendadas para a data do evento, uma campanha num posto de gasolina da cidade com venda de combustível sem cobrança de imposto e uma cicleata.
O presidente da Acisa, Celestino Bento, explica a importância do evento no Acre. “Tem produtos que a carga tributária chega a setenta por cento e a população não tem consciência, não sabe disso. Então, é importante o esclarecimento. A gente vai tentar esclarecer o máximo possível à população, para que ela possa cobrar investimentos”.
Embora as pessoas não saibam o valor exato que gastam com impostos, os acrianos têm noção de que o valor é alto e o retorno do que deveria ser investido em beneficio da população é pouco.
O professor universitário Romualdo Medeiros sabe bem disso. “Muito alto! O Brasil cobra muitos impostos, mas ele (governo) nos devolve pouco em serviços de qualidade”.
Thiago Santana é empresário e concorda com o professor Romualdo, “cada produto que a gente compra já vem com um alto imposto, o imposto que pagamos no país é gigantesco!”
A assistente jurídica Dayse Mourão vai além e compara a carga tributária do Brasil com a de outros países. “Comparado a outros países é um valor muito alto. Quando a gente viaja percebe que tem muito encargo e nenhum retorno”.


