Achocolatado, biscoito torrada, farofa…
A agitação na unidade prisional do Quinari começou na noite de segunda-feira (21). Nesta quarta-feira (22) pela manhã, o Corpo de Bombeiros foi acionado depois que os presos queimaram colchões. De longe, a fumaça preta denunciava a situação tensa dentro da unidade. Segundo um agente penitenciário, presos de quatro celas estavam envolvidos no princípio de rebelião.
O Batalhão de Operações Especiais foi chamado, e outras equipes da PM também reforçaram as ações dentro da unidade. Trabalham diariamente no local 16 agentes, para fiscalizar 500 presos.
Uma carta destinada ao diretor da unidade, supostamente escrita por um dos presidiários chegou até a imprensa. No papel, uma relação de reivindicações como por exemplo, mais tempo para permanência das visitas, melhor qualidade de alimento e água e ainda, a liberação de outros objetos e guloseimas.
Eles pedem por exemplo, achocolatado, biscoito, torrada, farofa, bolo, maça e banana. Reivindicam ainda, rádio e televisão.
Segundo o Instituto de Administração Penitenciária do Acre não houve rebelião e sim um motim em três pavilhões da Unidade Penitenciária do Quinari. O Iapen afirma que não foi necessária a utilização de armamento letal ou não-letal e que não houve feridos. Ainda de acordo com o instituto, após 15 minutos da intervenção, a situação foi controlada.
Além de identificar três responsáveis pelo princípio de rebelião, outros procedimentos ao longo do dia foram realizados na unidade, como por exemplo, uma revista geral em todos os pavilhões.


