Praga resiste e prejudica produtividade do agricultor
O Acre produz 77 mil toneladas de banana por ano, em 7,3 mil hectares. Os maiores produtores do estado são os municípios de Acrelândia, Porto Acre e Plácido de Castro.
Mas, esse número é considerado baixo para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Por aqui, ainda é preciso importar a banana de estados como a Bahia: 40% do cultivo local são vendidos para o Amazonas.
“A gente sabe que o nosso estado é um grande produtor de banana. O que nós estamos precisando agora é aprimorar a técnica,” disse o Secretário de Estado de Agropecuária, José Carlos Reis.
Um dos motivos para essa venda mínima e a necessidade de compra de outros estados diz respeito à doença sigatoka-negra, que prejudica a planta. Elas ficam com as folhas secas e assim desencadeia a perda de 100% da fruta.
Esse tipo de praga é comum nas bananas compridas do Acre. Os outros estados realizam uma barreira sanitária para impedir que o produto contamine o cultivo dessas regiões, assim não há aceitação em outros mercados.
Pensando nisso, a Embrapa desenvolveu um método de combate à doença com a aplicação de uma pequena quantidade de fungicida na bananeira, que funciona como uma espécie de vacina e assim protege a planta do fungo.
Essa iniciativa vem sendo estudada há 3 anos e aumentou em 35% a produção no estado. “A base é experimentação. A partir dos estudos dos pesquisadores, você trabalha métodos de controle e também espécies resistentes. Hoje a Embrapa tem essas tecnologias nessas duas vias”, explicou o chefe geral da Embrapa/AC, Eufran Amaral.
Para aplicar esse experimento em toda produção, extensionistas da Secretaria Estadual de Agropecuária (Seap) recebem o treinamento dos pesquisadores da Embrapa. O objetivo é diminuir as perdas e controlar a sigatoka-negra.
“A ideia é adquirir o conhecimento e transferir para os produtores, verificando as necessidades para que eles possam se adequar as novas tecnologias, aumentando a produtividade e consequentemente a renda dessas famílias”, completou o engenheiro florestal da Seap, Igor Honorato.


