Serviço extinto por ação do Ministério do Trabalho
Calibradores de pneus estão desaparecendo dos postos de combustíveis. O equipamento que salva os motoristas na hora em que o pneu precisa de ar pode ser extinto nesses estabelecimentos, devido às exigências que os empresários não conseguem acompanhar.
Após uma fiscalização do Ministério do Trabalho em alguns postos de combustíveis da Capital, os calibradores de pneu começaram a desaparecer. Os condutores que chegam em alguns desses locais, questionam a medida. “Na verdade, eles acham que a culpa é da gente, mas não é”, explica a frentista Andressa Cristina.
Para os motoristas, acostumados em manter o pneu calibrado, com a facilidade de encontrar o equipamento no próximo posto, a situação deve gerar transtornos. “É ruim porque não tem borracharia 24 horas em toda cidade”, disse o professor Marco Melo.
A medida de retirar os calibradores não atingiu a todos os postos, mas a maioria já se adaptou. Segundo os empresários não será mais possível manter o equipamento devido a uma série de exigências, inviáveis de acompanhar.
“Ficou muito caro o que o fiscal estava exigindo. Queria que mostrássemos a espessura da parede de compressor, o manômetro tinha que estar aferido e a válvula, a gente não sabe quem faz esse serviço então teríamos que contratar um engenheiro mecânico. Pra fazer isso, fica mais caro que o compressor e o equipamento completo. Então resolvemos retirar o serviço por que fica mais barato para o posto. É um serviço que a gente presta gratuitamente e não podemos ser penalizados da maneira que a fiscalização está fazendo”, explica o empresário Raiolando Costa.
Alguns donos de postos, mesmo atendendo as especificações da fiscalização do trabalho chegaram a ser multados. Os valores variaram, de R$ 3 a R$ 5 mil. Diante desse novo obstáculo, foi melhor suspender o serviço.
Para o empresário Raiolando Costa, de mais essa situação, sobrou apenas uma conclusão. “A gente está desestimulado. Estou pensando em fechar todos os meus CNPJ’s, por que não dá mias pra trabalhar na situação que tá. Se não houver uma mudança nas leis trabalhistas a gente não vai aguentar mais. É uma pena que quem emprega a maior parte da população, o setor privado, ser visto como bandido que não agrega nada na sociedade”, desabafa.


