Réu é condenado a 15 anos de prisão
O júri popular aconteceu em um auditório, com presença de moradores e alunos de escolas da Cidade do povo. Todos acompanharam atentamente cada detalhe da acusação de homicídio qualificado, que vitimou a diarista Ivania da Rocha Carneiro. O réu foi condenado a 15 anos de prisão.
O juiz Clóvis Ferreira, titular da 4ª Vara Criminal, foi designado para o caso. Do lado da acusação, estava o promotor Rodrigo Curti e da Defesa, o advogado Armson Lee. No banco dos réus, o cinegrafista Eurico Mendes da Conceição, que ficou a maior parte do tempo com a cabeça baixa. Ele é acusado de ter matado a ex-companheira com quem viveu por quatro anos, com uma facada.
O crime aconteceu em um apartamento do bairro Xavier Maia, no dia 18 de outubro de 2014. Ivania e Eurico estavam em uma bebedeira, quando iniciou uma discussão motivada por ciúmes. No calor da confusão, segundo o Ministério Público, Eurico puxou uma faca e desferiu um único golpe no pescoço de Ivania.
Após o crime, Eurico ligou para um amigo e acionou a polícia e o Samu. Quando os policiais chegaram, ele foi preso em flagrante. No interrogatório, ao juiz, Eurico afirmou que Ivania estava alterada. Teria bebido muito e não aceitava a possibilidade de separação.
“Quando cheguei em casa naquele dia ela estava bêbada, dizia que se eu não fosse dela, não seria de mais ninguém”, disse.
O acusado também afirmou estar arrependido. “Fui me defender, ela estava me esfaqueando. Estou arrependido pro resto da minha vida, não faria isso com ninguém”, afirmou.
Enquanto respondia às perguntas do promotor, Eurico pediu para tirar a camisa. Ele queria mostrar ao júri, as marcas de agressões, causadas por faca, que de acordo com ele, teriam sido provocadas pela ex-companheira, no tempo de convivência. O réu também afirmou que registrou boletins de ocorrência contra a ex, por tentativa de homicídio.
O Ministério Público questionou contradições no depoimento e pediu a condenação de Eurico por homicídio qualificado, com motivação fútil. Este caso foi escolhido pra marcar a 4ª Semana pela paz no lar, uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)


