Analistas preveem “escassez estrutural” no mercado
A farinha de peixe, um dos insumos que compõe a ração para uso na piscicultura, entra no quinto ano consecutivo de escassez no mercado. Notícia veiculada no jornal Valor Econômico informa que os preços do produto no Peru, maior produtor mundial de farinha de peixe, triplicaram desde 2001.
“O Acre passa a ser, mais uma vez, estratégico no mercado do peixe”, comemora o presidente da Agência de Negócios do Acre, no intervalo de evento promocional da Peixes da Amazônia em um fórum de especialistas no setor gourmet em São Paulo.
De acordo com o jornal, a escassez da farinha de peixe já trouxe consequências práticas com o início de fusões e aquisições entre multinacionais. O Valor diz que a Cargill vai continuar a ampliar negócios em aquicultura, mesmo com o problema enfrentado na produção de farinha de peixe. A Cargill “aportou US$ 30 milhões em um fundo para investir na Calysta, uma fabricante de alimentos para peixes”.
A Anac vê com otimismo esse cenário de escassez da farinha de peixe pela proximidade com o Peru. A geografia, entende a Agência de Negócios do Acre, favorece o empreendimento Peixes da Amazônia: tem uma vantagem comparativa na aquisição do produto em comparação com outras regiões do país que devem comprar do Peru. Nesse caso, os custos de produção podem ficar mais atrativos ao produto final acriano.


