Secretaria admite “problema de logística”
Mais de 100 caixas de soro fisiológico, usado em hospitais para reidratação, estão expostas na parte externa do prédio do arquivo morto da Secretaria de Estado de Educação. O imóvel fica na Avenida Ceará, uma das mais movimentadas da cidade.
O arquivo morto é o local onde são guardados os documentos como exames, prontuários e informações coletadas de pacientes nos hospitais. Só que nessa semana se transformou em depósito de medicamentos.
As caixas foram colocadas na entrada no prédio, onde estão expostas ao sol, chuva e até vândalos. As primeiras caixas estão cheias de poeira e algumas abertas.
O fabricante do produto pede que no máximo cinco caixas sejam empilhadas. Encontramos pilhas com até sete caixas. Outro detalhe: foram colocadas no chão. O fabricante explica nas caixas que devem ser evitadas altas temperaturas e ambientes úmidos.
Na Secretaria de Estado de Saúde ninguém quis se manifestar sobre o estoque do soro. Em uma nota, a responsável pelo departamento de Assistência Farmacêutica, Natália Takeuchi, informou que houve um problema de logística.
Como era grande o volume, foi preciso utilizar o arquivo morto como depósito temporário, e que o soro será levado para unidades no interior do Estado.


