Menor oferta do produto tem impacto no preço
A botija de gás é vendida em Cruzeiro por R$ 76. Isso porque antes das restrições ao transporte de carga na BR-364, cada caminhão transportava ao município 600 botijas. Agora, apenas a metade é permitida.
Com menos oferta do produto no mercado regional, o impacto no preço foi direto. Para não ficarem no prejuízo os empresários decidiram aumentar o valor do produto.
“Para não faltar no momento gás na cidade todos nós revendedores estamos trazendo aos poucos só pra dar assistência, enquanto é normalizada a questão do peso real que trazíamos para que possa ser vendido pelo preço anterior”, explicou o representante da Juruá Gás, Sidilando Gaspar.
A microempresária Raimunda Nonata é dona de uma lanchonete, para fritar os salgados, disse que o consumo de gás é muito grande, mesmo com o aumento do preço do gás ela conta que não vai aumentar o preço dos produtos, mas garante que vai ser difícil manter o negócio.
“A botija aumentou quase vinte reais, eu comprava de sessenta e cinco reais e agora tá oitenta, não tem condições para um microempresário que está começando e já está desse jeito”.
Com o preço alto do gás, vivendo de uma aposentadoria e tendo que ajudar a filha que perdeu recentemente o marido, a dona de casa Josefa Fiale teve que improvisar na hora de cozinhar.
“Eu cozinho o feijão e carne no fogão à lenha já pra poupar o gás, mas agora com esse aumento é só na lenha, não tem mais como deixar no gás”.


