Comparação foi feita por pesquisa da Fecomercio
A Federação do Comércio do Acre (Fecomercio) identificou em uma pesquisa feita em oito papelarias da Capital que alguns itens do material escolar estão com diferença de preço de até 390%.
O estudo definiu 27 produtos em comum dos 45 solicitados nas listas. De todos os produtos em comum em apenas oito itens houve variação de preços abaixo de 200% entre os estabelecimentos.
A borracha apresenta variação de até 733%. Alguns materiais como o grafite, por exemplo, estão quase o dobro do preço do ano passado. De R$ 5 agora custa, em média, R$ 9.
A pesquisa demonstra que o consumidor precisa pesquisar e os comerciantes, atentos a isso, oferecem alternativas. “Damos descontos bons, pode pagar com cartão em três vezes, dependendo da quantidade”, sugeriu a empresária Amélia Medina.
Para o superintendente da Fecomercio, Egídio Garó, a diferença de preços entre as papelarias é resultado da crise econômica que o país atravessa.
“Nós temos o setor da indústria que está fragilizado com a crise, que tem dificuldade em manter sua perenidade, que está com processo de produção caro e isso chega dentro das papelarias, das distribuidoras que trabalham com esse material, com preços mais caros. Ainda mais no Acre, que temos a grande distância com os centros urbanos”, ressalta.
Com a proximidade do início do ano letivo na rede pública, Jocilene dos Santos se vê em um momento delicado. Ela está desempregada. Com a lista do material tão cara, não vê condições de comprar o material escolar dos quatro filhos. “Vou conversar com a diretora da escola e vê se ela me dá um prazo pra comprar o material escolar”, lamenta.


