Direção explica problemas com incubadoras
A senhora Maria Socorro Almeida, mãe de Maria Antônia (22), que está grávida de 7 meses de gêmeos, reclama que a filha, internada na Maternidade Barbara Heliodora, não tem recebido o atendimento adequado.
Há pouco mais de uma semana na maternidade, Maria conta que a saúde da filha tem piorado. Ela tem sentido muita dor e a pressão está elevada. “A situação dela é muito complicada, a gente já veio de Brasileia porque a médica disse que ela estava com pré-eclâmpsia e deveria fazer a cirurgia urgente”.
Apesar das fortes dores sentidas por Maria Antônia, Maria Socorro contou a nossa equipe que os médicos alegaram falta de vaga na UTI para realizar o parto. “Ela não consegue nem se levantar pra ir ao banheiro tomar banho, reclama de muita dor. E a cada dia um médico diz uma coisa, que não vai fazer a cirurgia porque não tem vaga na UTI, nem a incubadora. E eu estou vendo a hora minha filha morrer”.
Em conversa com o Diretor Técnico da Maternidade, Everton Santiago, negou que faltassem vagas na UTI e explicou a motivação para adiar a cirurgia de Maria Antônia. “No caso da paciente, ela está internada e está em tratamento. Ela tem uma gestação gemelar [de gêmeos] e são fetos prematuros e ainda não estão preparados para nascer. Ela está sendo medicada e sendo bem conduzida”.
Santiago disse ainda que caso as crianças sejam retiradas, ou seja, a cirurgia seja realizada, os bebês podem não resistir. “O único problema é que estamos frente a duas crianças prematuras, que sendo retiradas nesse momento elas provavelmente precisariam de um suporte de UTI. É arriscado e eles podem ir a óbito. Como a mãe está com quadro estável, optamos por deixar os bebês no útero da mãe para as crianças ganharem peso e ter uma melhor maturidade pulmonar”.


