Dados do Inpe são referentes a 2015
Segundo pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais o Inpe, o Brasil teve aumento de 27,5% no número de queimadas. O Acre também registrou aumento de 60% no número de focos de queimadas em 2015.
Desde que a pesquisa iniciou em 1999, o Brasil teve o segundo pior ano da série histórica no número de queimadas. O levantamento feito pelo Inpe revelou que foram detectados 235 mil pontos de calor no país em 2015, contra 184 mil registrados em 2014. O aumento foi de 27,5%.
Para pesquisadores do instituto, fatores como tempo seco, falta de fiscalização e aumento do desmatamento contribuíram para esse resultado. O Estado do Pará foi o campeão de focos de incêndio, logo atrás estão os Estados do Mato Grosso e Maranhão.
Em 2015, no Acre, o número de focos de queimadas aumentou 60% em relação ao ano anterior. Em 2014 foram registrados 3900 focos de calor em 2015, foram 5400. Para a Secretaria de Meio Ambiente, o aumento está relacionado a estiagem prolongada provocado pelo fenômeno El Ninho.
Segundo o Secretário Edgard de Deus, o ano de 2015 foi atípico, mas mesmo assim, os resultados do levantamento do Inpe, deixam, o Acre em uma situação mais confortável que os demais estados da Amazônia legal. A sustentação leva em conta que dos 9 estados, o Acre ficou em 7º lugar no ranking dos focos de queimadas.
“Nós só produzimos 3,3% de toda queimada que aconteceu na Amazônia. Os outros 94% estão concentrados em seis estados, principalmente Pará, Maranhão, Mato Grosso e Rondônia, então é uma situação bastante confortável”, disse.
A alta taxa de desmatamento da Amazônia é apontada pelo Inpe, como um dos fatores fundamentais para o aumento dos focos. A esse respeito, o secretário explica que o Acre reduziu de 309 Km 2 para 279 Km 2 a área desmatada, totalizando 10% de redução.
Segundo ele, a meta é zerar o desmatamento, para isso, alternativas sustentáveis serão garantidas principalmente aos pequenos produtores rurais, responsáveis por 90% das áreas desmatadas. “Nós temos o compromisso com o Brasil de reduzir o desmatamento ilegal a zero até 2020”, concluiu.


